Vale Dicere - 1x06




1x06 - A MORTE ESTÁ DE PARABÉNS!
 
     
   
 

Departamento de Polícia, 00h25.

Diante da situação atual, todos os abrigados no departamento terão que passar a noite ali, o Capitão Dan e os membros do departamento conseguiram arrumar comida, água e colchões para todos os que estavam presentes.

Dan: Pessoal, estamos tentando fazer de tudo para que vocês estejam seguros e protegidos de todo o ataque dessas criaturas, sei que estão todos cansados, com medo e nervosos, mas se ficarmos juntos poderemos vencer essa turbulência que estamos passando.

Todos apenas concordam com o Capitão Dan e neste momento ele se dirige onde está a Dra. Fionna e os outros.

Fionna: Capitão, já sabe como vamos executar nosso plano?

Dan: Iremos pela manhã, farei um memorando para a Guarda Real sobre o incidente e não vai demorar muito para que a imprensa esteja presente.

Victor: Perfeito! Apesar de continuar achando esse plano bem arriscado, é o melhor a se fazer.

Dan: Depois de tudo isso, precisamos ir até as ruas procurar por civis que não estejam infectados e abriga-los, antes que mais dessas coisas se espalhem.

Cristhian: Me desculpem pela intromissão, mas falando em “espalhar”, como que em menos de 24 horas a infecção se espalhou assim tão rápido?

Fionna: Por causa dos cães, eles são mais rápidos e se espalharam pela cidade assim que saíram da Phoenix, vocês podem perceber que eles não ficam muito tempo adictos a um único alvo, assim que eles atacam uma vítima, imediatamente passam para outra, esse é o motivo de em tão pouco tempo, vários humanos acabaram sendo infectados.

Lisa: Doutora, os humanos são muitos e a tendência é se espalhar, mas por que eu tenho a sensação de que esses cães são “infinitos”?

May: Isso é verdade, na casa da Lisa aparecia um atrás do outro e parecia que não ia ter fim.

Leonor: Quantos cães foram utilizados nos experimentos?

Fionna: 80.

Leonor: 80?

Frederico: Isso faz todo o sentido agora, por isso que a gente mata e mata, mas sempre tem mais.

Dan: Então tinha 80 desses cães espalhados por aí?

Philip: Agora tem bem menos, mas continuam sendo uma ameaça.

Dylan: Eu tenho uma dúvida, por que alguns desses cães são mais fortes do que outros e vice-versa?

Fionna: Os cães são como os humanos, os humanos possuem habilidades diferentes, um caráter diferente, um jeito diferente. Eu sou cientista, o Capitão Dan é um militar... Eu entendo de toda a estrutura genética e tudo ligado à medicina e ele não, da mesma forma que ele possui força e habilidades em combate que eu não possuo, e nem por isso deixamos de ser seres humanos. Assim também são os cães, como vocês podem ver, eles não são todos da mesma raça, assim que uns podem ser mais espertos e outros não, depende muito também do grau que a infecção evoluiu no organismo do animal, então tudo é muito relativo, porém todos tem uma coisa em comum... A mordida! Não importa se eles são menores, maiores, mais rápidos ou mais lentos, se te mordeu, já era! Que isso fique bem claro aqui, vocês viram o que acontece quando uma pessoa é mordida, então não subestimem nenhuma dessas criaturas.

Dan: Tudo começa a fazer sentido aqui. Bom, creio que o melhor é que todos vocês vão dormir, faremos turnos revezando entre os agentes. Antes quero uma reunião com os meus agentes dessa tropa no escritório. Acompanhem-me, por favor!

O capitão Dan se dirige a uma sala de escritório no Departamento e os demais agentes o acompanham.

Dan: Chamei todos vocês aqui porque a partir de amanhã estaremos enfrentando a pior missão das nossas vidas, começaremos pela manhã e levaremos o caso da Dra. Fionna à imprensa e precisamos fazer de tudo para que o Dr. Addan veja os noticiários e saiba do envolvimento dela. Após isso, levaremos a Doutora e a garota Emily até o laboratório subterrâneo da casa da Lisa, essa é a parte em que a imprensa não pode nem sonhar que está acontecendo. Depois disso... Seja o que Deus quiser.

Hillary: Capitão, eu ainda não vi pessoalmente nenhuma dessas coisas.

Brian: Eu também não.

Peggy: Eu muito menos, só a cara de espanto de vocês.

Hillary: Queremos saber quais as precauções que devemos tomar?

Dan: Bom, vocês ouviram o que a Dra. Fionna disse, todos eles tem uma coisa em comum: A mordida.

Victor: Não permita que eles te mordam em hipótese nenhuma.

Brian: Como matamos?

Frederico: Um tiro na cabeça é o meio mais eficaz, isso com os humanos, apesar dos cães serem um pouco mais ágeis, não há uma restrição de qual parte do corpo você pode atirar, na dúvida... Atire sem cerimônias.

Peggy: Agora eu comecei a gostar desse negócio.

Leonor: Agente Peggy, lembre-se que é uma missão de risco, então leve isso mais a sério.

Peggy: (Em tom de ironia) Sou a garota mais séria que você já presenciou.

Dan: Bom, eu creio que isso é tudo. Alguém tem mais alguma dúvida?

Todos: SENHOR, NÃO SENHOR!

Dan: Então se preparem porque amanhã será um longo dia. Se é guerra que o Dr. Addan quer... É guerra que ele terá!

Amanhece o dia e Fionna já se encontra diante da imprensa juntamente com o capitão Dan e a Agente Leonor, ela estava algemada e em todos os noticiários passava a reportagem ao vivo.

— Por fim, após 24 horas de agonia, as autoridades britânicas descobriram quem foi a responsável pelo incidente da manhã de ontem na Organização Phoenix, trata-se da Doutora Fionna Jones, cientista e bioquímica da organização... Na noite passada o Capitão Dan, representante geral das Forças da Realeza na Grã-Bretanha, encontrou em sua residência uma pasta contendo as substâncias no qual foram utilizadas para criar essas criaturas que estão espalhando um vírus por toda a cidade...

No departamento todos estavam prestando atenção no noticiário.

Lisa: Meu Deus! Ela realmente teve coragem de fazer isso?

May: Ela arruinou a própria carreira pra poder salvar a todos. Quem nesse mundo faria algo assim?

Frederico: Se eu tivesse lá no meu amado México, diria que “¡Esta mujer es una cabrona!”

Ru: Ai meu Frederico! Deixa eu ser a tua cabrona também mi amor.

Brian: As mulheres estão dominando o mundo!

Hillary: Disse alguma coisa Brian?

Brian: Nada.

Seguia a reportagem, o capitão Dan e a Agente Leonor estavam direcionando a Dra. Fionna a uma viatura, a repórter seguia falando para as câmeras:

—... Neste momento a Dra. Fionna Jones está sendo transferida para uma Penitenciária de Segurança Máxima em Londres, no qual o capitão Dan garantiu que toda a transição ficará por conta dos agentes da Grã-Bretanha e que não será preciso os Militares do Exército da Guarda Real...

O Dr. Addan estava neste exato momento assistindo ao noticiário juntamente com Naraj, este primeiro se levanta e fica parado em pé diante da televisão.

Addan: Ora, ora, ora... Veja o que temos aqui!

Na transmissão ao vivo, a repórter tentava entrevistar Fionna que estava chegando à viatura.

— Doutora? Tem algo a relatar para a imprensa de tudo isso que a senhora fez?

Fionna começa a dissimular frente às câmeras, enquanto o Dr. Addan não tirava os olhos da TV.

Fionna: Eu só quero dizer a todos que eu sozinha, tive a ideia de fazer isso, mas não esperava pelo resultado, e os únicos que me ajudaram nas experiências foram mortos por essas criaturas, eu sou um monstro e mereço pagar por tudo isso!

O Dr. Addan se impressiona ao ver a cena.

Addan: Mas quem diria? Ela se declarou culpada e sequer mencionou meu nome à imprensa?

Naraj: Não era isso que o senhor buscava o tempo todo Doutor?

Addan: Claro que sim, mas... Não esperava que isso partiria dela, me decepcionou Dra. Fionna! Pensei que você fosse mais inteligente. Bom é que me poupou de muito trabalho.

Naraj: Creio que toda a pressão que ela passou acabou fazendo-a agir dessa forma, imprudente da parte dela, mas benéfica para a vossa excelência. E agora ela estando presa, o senhor não terá mais nenhuma ameaça em seu caminho.

Addan: De fato, o caminho está livre para mim novamente.

Naraj: Pretendes seguir com o resto do plano?

Addan: É claro que sim Naraj... Esta noite mesmo nós iremos para a Ilha.

Enquanto isso, Fionna estava dentro da viatura juntamente com o capitão Dan e a Agente Leonor, esta última estava sentada ao lado da doutora com uma pistola apontada pra ela para despistar a imprensa.

Leonor: Você foi muito bem Fionna! Até eu me convenci de toda aquela história.

Fionna: Por favor, policial, não faça essas piadas neste momento.

Leonor: Pode me chamar de Leonor doutora.

Dan: Leonor, tem mais alguém da imprensa ou da Guarda Real que não pertence à nossa tropa pelas calçadas e pelas ruas?

Leonor: Pelo que estou vendo... (olhando pelas janelas) Acho que não capitão.

Dan: Perfeito!

O Capitão Dan inicia uma chamada para o Agente Frederico que se encontrava no departamento, ele responde a chamada:

— Sim capitão! Estou na escuta!

Dan: Tragam a garota!

Frederico: Agora mesmo capitão!

Frederico desliga a chamada e se aproxima de Lisa dando o recado:

— Está na hora, precisamos levar a garota.

Emily se vira para Lisa, esta última se abaixa na altura dela.

Lisa: Chegou o momento minha linda! Prometa que vai obedecer a Dra. Fionna em tudo, certo?

Emily: Eu prometo irmã.

May: Emily, quando sentir medo, peça para a Fionna ligar que a gente conversa com você.

Emily: Sim, eu vou pedir sim.

Lisa abraça Emily emocionada.

Lisa: Eu te amo Emily, eu vou sentir muito a tua falta minha irmã.

Emily: Não chore (limpando as lágrimas dos olhos de Lisa), a gente nunca vai se separar.

Ela cruza o seu dedo mindinho no dedo de Lisa.

Lisa: Sim... Nunca vamos nos separar, porque irmãs unidas...

Emily: ...Jamais serão vencidas!

Lisa: Exatamente! Agora vá e comporte-se!

Frederico: Vamos lá Emily? Não se preocupem, eu vou levá-la em segurança e logo retorno pra trazer notícias.

Lisa: Tudo bem.

Frederico pega na mão de Emily e vai se dirigindo até a saída do pátio do departamento para pegarem um helicóptero, antes de entrar no mesmo, Emily se vira para Lisa mais uma vez e manda um beijo para ela, Lisa retribui o gesto e aguarda o helicóptero sair, por mais que tentasse Lisa não conseguia disfarçar a tremenda angústia que sentia naquele momento. De dentro do helicóptero, a pequena Emily se despede pela janela. No pátio, lágrimas escorriam pelo rosto de Lisa, ela corre para dentro do departamento, May a segue.

May: Lisa vai ficar tudo bem!

Lisa: Eu queria ter a mesma força de vontade que você tem May, mas eu não tenho.

May: Vai dar tudo certo minha amiga, nós vamos vencer isso.

May abraça Lisa que continuava desconsolada.

Laboratório da Casa de Lisa, 09h15.

Já se passaram mais de 1 hora desde que o noticiário espalhou a notícia sobre a Doutora Fionna e agora esta e os demais se encontram no laboratório subterrâneo da casa de Lisa.

Fionna: Este lugar é perfeito! Muito melhor do que esperava, é bem organizado e tem muita coisa aqui.

Dan: Nós trouxemos colchões pra vocês duas, um bom estoque de comida e água, ainda não sei quantos dias vocês terão que passar aqui.

Fionna: Não se preocupe, vamos nos divertir muito não é Emily?

Emily: Pra dizer a verdade... Não.

Frederico: Doutora, não hesite em nos contatar caso aconteça alguma coisa.

Fionna: Pode deixar comigo.

Leonor: Lembre-se Fionna... Está nas tuas mãos a pessoa que pode salvar a humanidade.

Fionna: Não se preocupem... Nós vamos descobrir um método de impedir esse vírus e vamos afundar o Dr. Addan de uma vez por todas!

Os demais ficam admirados com a determinação e ousadia da Dra. Fionna.

Refeitório/ Departamento de Polícia, 09h50.

Todos estavam no refeitório e o café da manhã estava sendo servido para todos, Dylan estava com sua bandeja e Peggy era uma das que estavam servindo as pessoas, esta questiona:

— Ovos mexidos garotão?

Dylan: Sim, por favor!

Peggy: Prontinho... Você é bem jovem não é? Que idade você tem?

Dylan: Tenho 18.

Peggy: 18 anos... Muito interessante! E o que um rapaz tão jovem como você está fazendo neste lugar?

Dylan: Bom, eu...

Peggy: ...Ah, não importa, mas quer ouvir um segredo? (Se aproxima do rosto de Dylan e fala com uma voz sedutora) Eu adoro homens mais novos!

Dylan fica vermelho e neste momento Cristhian se aproxima.

Cristhian: Oi irmão! Estava te procurando, bom dia policial!

Peggy: Bom dia garoto!

Cristhian: Daqui a pouco a gente volta, eu preciso ter uma conversa particular com ele.

Peggy: Fique a vontade.

Cristhian leva Dylan até um canto da parede e conversa sussurrando:

— Você tá ficando louco? Flertando com a policial? Ela é bem mais velha que você.

Dylan: Ela não é tão velha assim, tem uns vinte e poucos anos e eu não estou flertando com ela, foi ela que deu em cima de mim.

Cristhian: Conta outra história irmão, eu vi perfeitamente a tua cara.

Dylan: Da mesma forma que você fica olhando para a Lisa.

Cristhian: Shh! Cala a boca! Do que você tá falando?

Dylan: Pensa que eu não sei a cara que você faz quando olha pra ela? Parece o Corcunda de Notre Dame olhando para a Salma Hayek, só que numa versão nipônica.

Cristhian: Em primeiro lugar, ela não é japonesa, é coreana.

Dylan: Eu também tenho dois olhos e duas orelhas, então não tente me enganar Cristhian.

Enquanto discutiam, num canto da parede estava um garoto sentado e chorava muito, seu nome era Trevor, tem 13 anos, é magro e aparenta ter bem menos da idade que possui, os dois irmãos tentam se aproximar.

Cristhian: Ei garoto! O que tá acontecendo? Por que você está chorando?

Trevor: Meus pais foram mortos ontem por esses monstros e agora... Eu não tenho mais ninguém e estou aqui sozinho, eu sinto muita falta deles, eu quero meus pais de volta (rompe a chorar).

Os dois irmãos ficam compadecidos e tentam consolá-lo.

Dylan: Escuta, como você se chama?

— Trevor.

Dylan: Olha Trevor, meu nome é Dylan e esse aqui é o meu irmão Cristhian, nós também perdemos os nossos pais há menos de 1 ano e sabemos o que você está passando.

Trevor: É sério?

Dylan: Sim... E sabemos que não é fácil, hoje nós temos um ao outro. Não temos mais nenhum familiar vivo, só sobrou a gente.

Cristhian: E você não faz ideia do quanto isso tem doído!

Trevor: Eu... Eu...

Dylan: ...Não se preocupe! A gente pode ser a tua família daqui por diante.

Trevor: Muito... Muito obrigado!

Neste momento Lisa e May se aproximam dos garotos.

Lisa: Meninos, o que estão fazendo? Quem é o garoto?

Cristhian: Ah! Lisa e May, esse aqui é o Trevor e queremos que vocês também sejam amigas dele, ele perdeu os pais assim como nós.

Lisa: Não se preocupe Trevor, compreendemos a tua dor e estaremos aqui para o que precisar.

May: Conte com a gente Trevor!

Trevor: Vocês são muito legais! Muito mesmo!

Dylan: Só não repara nesse estilo meio “chav” do meu irmão (chav= Termo britânico pejorativo ao se referir a uma pessoa que vive se metendo em brigas, agressivo e usa roupas de marca, porém é de baixa renda).

Cristhian: Para com isso! Eu não sou um chav.

Dylan: Sim Cristhian, você é.

Cristhian: Lisa, você acha que eu sou chav?

Lisa: Olha, eu posso não ser naturalizada neste país, mas... Sim, você é um chav!

May sorri disfarçadamente.

Cristhian: Até você?

Dylan: Ás vezes eu acho que ele nem é desse planeta, num país onde todos são pontuais, o Cristhian tem a grandeza de chegar atrasado a todos os compromissos, ele é um gênio!

Lisa: O que houve Cristhian? O teu relógio tá no fuso horário da Coreia?

Todos começam a rir, inclusive o garoto Trevor.

Cristhian: Muito bem! Continuem rindo da minha cara.

May: Desculpa Cristhian, eu não resisti! Mas se você for numa festa de aniversário hoje, você teria que sair da tua casa “ontem” pra ver se hoje conseguiria chegar.

Todos soltam gargalhadas altas, menos Cristhian.

Cristhian: Nunca me senti tão humilhado em toda a minha vida.

Cerca de 20 minutos depois, chegava ao Departamento o Capitão Dan juntamente com a Agente Leonor.

Dan: Senhores! Estou de volta, a missão foi um sucesso e agora todo o Reino Unido pensa que a Dra. Fionna está encarcerada em Londres, mas precisamos agir, esse disfarce não vai durar muito tempo.

Brian: Mas... Se a Fionna está num laboratório... Como vão provar que ela tá presa?

Dan: Há! Acontece que temos nossa própria dublê: “Jennifer, a Rainha do Disfarce.”.

Penitenciária Feminina de Londres, 10h20.

Uma carcereira estava na grade da cela da suposta “Dra. Fionna” fazendo-lhe perguntas:

— Você é a mesma da TV? Está parecendo mais magra agora.

— O que algumas horas na cadeia não fazem conosco não é mesmo policial?

— É sim, eu acho que sim, com licença.

Ao ver que a carcereira saiu, a mulher pelo qual o Capitão Dan chamou de “Rainha do Disfarce”, estava com um mini-microfone escondido, ela estava com uma peruca semelhante ao cabelo da Dra. Fionna e utilizava uma máscara sintética para ficar mais parecida o possível, a moça fala pelo mini-microfone com o tom de voz baixo:

— Tudo certo capitão, todos pensam que eu sou a Dra. Fionna, siga com o plano.

O Capitão Dan acabara de contar a todos o seu plano de disfarce, Brian fica boquiaberto.

— O senhor é o meu ídolo capitão!

Dan: Senhores, após o almoço vou precisar que alguns agentes venham comigo até a rua pra ver se encontramos civis... Entendido?

Todos: SIM SENHOR!

Corredores do Departamento de Polícia, 11h45.

Lisa havia acabado de sair do banheiro e estava andando pelo corredor, Cristhian a avistou.

Cristhian: Lisa, podemos conversar um minuto?

Lisa: Claro que sim!

Cristhian: Olha, eu acho que te devo desculpas por ontem, creio que fui arrogante com você, infelizmente esse é meu jeito e eu estava nervoso e apavorado com tudo isso e quando eu pensei no fato de que eu poderia perder o meu irmão, eu... (se enchem os olhos de lágrimas) Eu me desesperei... Muito!

Lisa: Você não tem que se desculpar de nada Cristhian, amamos os nossos irmãos, é uma coisa que temos em comum, ou você acha que eu não estou com o coração apertado por ela estar num laboratório servindo de cobaia?

Cristhian: Sei que também é muito difícil pra você.

Lisa: Sim, eu vim para este país tentar algo novo, buscar pelos meus sonhos e veja aonde eu vim parar? Num departamento de polícia onde a cidade se encontra em quarentena e nem sabemos se vamos sair vivos dessa situação.

Cristhian: Você ainda pode realizar os teus sonhos.

Lisa: Se eu sobreviver.

Cristhian: Você vai! E eu quero estar vivo pra ver os teus sonhos se realizando.

Lisa: Sabe de uma coisa? No fim das contas você não é tão arrogante como parece, só está assustado como todos nós.

Cristhian: É sim, odeio admitir isso pra uma garota... Mas a verdade é que estou assustado, eu pensei que eu era mais corajoso e agora vi o quanto sou covarde!

Lisa: Você não é covarde, me salvou daquele cão assassino sem ao menos me conhecer, você só não descobriu a coragem que você tem dentro de si. E pra ser sincera... Já está na hora de descobrir Cristhian.

Cristhian: Muito obriga... Quer dizer, Arigatô!

Lisa: Isso é japonês.

Cristhian: Quê?

Lisa: Isso que você tá dizendo é japonês, eu sou coreana.

Cristhian: E como se diz “obrigado” em coreano?

Lisa: “Gomawo!”

Cristhian: Goma de mascar, entendi.

Lisa: (Sorrindo) Você é incrível Cristhian! Ainda bem que eu te conheci, bom... Eu vou ali ver se a May tá precisando de mim, nos vemos!

Cristhian: Ok.

Lisa dá dois passos pelo corredor e de repente ela se detém por alguns segundos, e quando ela vira para Cristhian de novo, o abraça bem forte.

Lisa: Obrigado por tudo Cristhian!

Cristhian fica sem palavras diante da atitude da moça, esta deixa de abraça-lo e percebe que estão bem próximos um do outro, seus olhares se fixam neste momento por alguns segundos até que lentamente eles começam a se aproximar mais, ambos fecham os seus olhos e seus lábios estão prestes a se tocarem... Quando um tremendo estrondo se escuta no departamento.

Cristhian: O que foi isso?

Lisa: Eu não sei.

Ambos correm até chegar onde todos estão reunidos.

Dan: O que tá acontecendo?

Victor: Capitão, tá vindo da garagem do departamento.

Frederico: Não pode ser possível que sejam eles.

Dan: Precisamos ir até lá em baixo, agentes venham comigo!

August: Droga! O que tá acontecendo?

Brian se prepara para seguir os outros agentes e o capitão Dan dá-lhe uma ordem:

— Agente Brian, é melhor você ficar aqui juntamente com os civis dando apoio a eles, tranque bem a porta que logo regressaremos.

Brian: Por que eu sempre fico de fora da melhor parte?

Todos os presentes começam a ficar desesperados.

Dylan: Como essas coisas conseguiram entrar aqui?

May: Muito estranho.

Lá embaixo os agentes chegaram até a garagem e testemunharam o que mais temiam: Um grupo de humanos infectados estava no local.

Leonor: São eles!

Victor: Como eles conseguiram entrar? Não há sinal de arrombamento!

Dan: Não importa, acabem com todos eles agentes!

Peggy: Nem precisa pedir.

Peggy salta o corrimão da escada e saca a sua pistola atirando nos monstros que estavam próximos a ela.

Dan: Agente Peggy!

Leonor: Por que ela é tão teimosa?

Peggy: Vão ficar aí só me admirando ou vão vim me ajudar?

Dan: Ela está certa. FOGO!

Os agentes descem às escadas e partem pra cima dos monstros, eles utilizavam as suas habilidades de luta para neutralizar os ataques das criaturas antes de atirarem.

Hillary: Frederico! Cuidado com a que está vindo atrás de você.

Peggy: Deixa que eu cuido dela!

Peggy aproveitou o momento em que uma mulher infectada estava parada em pé com as pernas abertas na altura do ombro, esta primeira se arrasta para baixo e aponta a sua pistola olhando para a infectada:

— Já abriu as pernas hoje vadia?

Peggy dispara na cabeça dela e se levanta dizendo:

— Hoje é meu dia!

Lá em cima todos estão completamente atônitos, May percebe que Trevor está se sentindo incomodado com algo.

May: Trevor, tá tudo bem?

Trevor: Eu quero ir ao banheiro.

May: Ai droga! Vem eu vou te levar.

Lisa: Eu vou com você amiga.

Brian: Ei, pra onde vocês vão?

May: Vamos levar o garoto para o banheiro, não vamos demorar.

Brian: Por que ninguém nunca me respeita aqui?

No laboratório da casa de Lisa, Emily estava sentada numa maca enquanto Fionna mexia em alguns frascos. A garota de repente paralisa o olhar e fica assustada.

Fionna: O que houve Emily?

Emily: Estão aqui.

Fionna: Quem?

Emily: Eles.

Na parte superior da casa, humanos infectados estão no local, lá embaixo Fionna começa a se preocupar.

Fionna: Não é possível! Mas estamos seguras, eles não podem entrar aqui. Espero.

Departamento de Polícia, 11h55.

May e Lisa estavam na porta do banheiro masculino esperando Trevor sair.

Lisa: Como eles conseguiram entrar aqui May?

May: Eu não sei, mas confesso que estou bem preocupada.

No interior do banheiro, Trevor havia acabado de urinar, quando sai do box, ele vê um garoto de costas no final do banheiro próximo ao mictório, Trevor se aproxima.

Trevor: Ei, menino! O que você tá fazendo aqui sozinho? Vamos lá pra sala principal, aqui é muito perigoso.

Trevor se aproxima do garotinho lentamente e de repente este último se vira para ele e era um dos infectados.

Trevor: Ahhhhhhh!

Do lado de fora do banheiro, as moças ouvem os gritos.

May: Ah meu Deus! Trevor!

Lisa: May, o que você tá fazendo? Esse é o banheiro dos homens!

May: E quem se importa?

May entra no banheiro e vê Trevor em cima da privada tentando chutar o garoto infectado que o estava cercando.

Trevor: Sai daqui! May me ajuda, por favor!

May: Droga! É um garoto!

Lisa: Como ele chegou até aqui?

O garoto infectado desiste de Trevor e parte para atacar Lisa e May.

May: Ah droga!

Ambas se desviam do garoto e ele fica no meio do banheiro tentando escolher quem atacar primeiro.

Lisa: O que a gente vai fazer?

May: Trevor, você que tá mais perto, joga o rolo de papel higiênico pra mim.

Trevor: O quê?

May: Faça o que eu estou te pedindo, rápido!

Trevor joga o rolo de papel higiênico nas mãos de May.

May: Lisa chame a atenção dele!

Lisa: Oi garoto, tudo bem?

May: Nossa! Você tem uma péssima maneira de chamar a atenção de alguém.

Aproveitando-se que o garoto está de frente para Lisa, May chuta as suas costas derrubando-o no chão e imediatamente ela o puxa pelos cabelos imobilizando o seu ataque.

May: Olha, não é nada pessoal garoto... Mas higiene pra mim é tudo!

May enfia o rolo de papel higiênico inteiro na boca do garoto infectado, este começa a engasgar sangue.

May: Rápido! Vamos sair daqui! Vem Trevor!

Trevor corre para onde as moças estão e o garoto infectado puxa sua perna e o derruba no chão.

Trevor: Ahhhhh!

Lisa: Não!

Brian abriu a porta do banheiro nesse momento e quando viu a cena, apenas pegou a pistola e atirou na testa da criança infectada. Trevor se levanta e abraça May, esta bate no ombro de Brian.

May: Bom trabalho Agente Brian!

Brian: Ai meu Deus! Eu sou um monstro, acabei de matar uma criança, nunca serei perdoado!

Lá embaixo o embate contra as criaturas continuavam até que os agentes já estavam começando a perder força e alguns foram atacados.

Hillary: Não!

Os agentes começam a serem mordidos pelas criaturas um por um.

Victor: Estamos perdendo os nossos homens! O que faremos capitão?

Dan: Recuar agora!

Os demais sobem ás escadas recuando o ataque das criaturas, Frederico ressalta:

— Não podemos abandoná-los! São nossos colegas!

Dan: Eram nossos colegas! Depressa! Corram!

O capitão e os agentes Victor, Frederico, Leonor, Hillary, Peggy e outros dois agentes correm pelos corredores pra chegar ao local onde estão todos reunidos, no meio da correria, o capitão Dan recebe uma chamada e trata-se de Fionna.

Dan: O que houve Fionna?

Fionna: Capitão! As criaturas invadiram a casa! Estamos correndo perigo!

Dan: Ah! Droga! Droga! Mas que merda! Eu vou mandar algum agente pra aí Fionna, não se preocupe!

Fionna: Está tudo bem capitão?

Dan: Não está nada bem, depois eu te ligo.

Dan desliga a chamada e continua correndo liderando o grupo.

Dan: Rápido! Eles estão vindo!

Dentro da sala onde estão todos reunidos, May e Lisa chegam desesperadas com Trevor alertando aos outros.

May: Tinha um garoto infectado dentro do banheiro masculino, não estamos mais seguros aqui.

Cristhian: O quê? Como?

August: Pessoal, perceberam que tem menos pessoas aqui do que na noite passada?

Philip: O que quer dizer?

August: Eles não vieram de fora, alguém aqui de dentro estava infectado e fez isso com as outras pessoas.

Brian: Essa não!

De longe ouve-se os gritos do capitão Dan pedindo para abrir a porta.

— Depressa! Abram! Eles estão vindo!

August e Philip abrem a porta, o Agente Brian fica dando cobertura.

Brian: Entrem depressa!

Hillary: Eles estão chegando!

Philip: August, saia de perto da porta, eu cuido disso! Vamos pessoal, vamos entrando!

O capitão Dan entra primeiro seguido dos outros agentes... Quando todos já haviam entrado, Philip se prepara para fechar a porta e uma das criaturas puxa o seu braço e o arrasta para o lado de fora.

Philip: Ah não!

August: Philip!

Victor: Fecha a porta rápido!

Brian fecha a porta que possui uma pequena janela de vidro e eles puderam testemunhar Philip sendo “devorado”pelas criaturas, August começa a ficar desesperado.

August: Não! Philip! Ajudem ele, por favor! Não! PHILIP!

Victor segurava August para impedi-lo de abrir a porta.

Victor: Chega! Não podemos fazer mais nada, ele tá morto!

Dan: Malditos! Como entraram aqui?

Após assassinarem Philip, as criaturas tentam arrombar a porta, o desespero toma conta de todos.

Dylan: Capitão! Eles não invadiram de fora do departamento.

Dan: O quê?

May: É verdade, tinha um garoto infectado dentro do banheiro masculino.

Dan: Maldição!

Neste momento uma das portas do interior da sala se abrem e alguém se aproximava, Cristhian parecia conhecer essa pessoa.

Cristhian: Não pode ser possível, é o meu ex-chefe!

O ex-chefe de Cristhian já não era mais o mesmo, ele estava parado diante de todos e neste momento Ru passava bem na frente dele mexendo em seu tablet, ela parecia que não tinha ideia do que estava acontecendo ali.

Cristhian: Ru, cuidado!

Ru: Oi?

O monstro estira os seus braços para atacá-la, Ru tropeça e cai sentada e vai se afastando do mesmo.

Ru: Sai daqui! Alguém me ajuda! Socorro!

Lisa: Ah meu Deus!

Ele continuava com seus braços estirados correndo para atacar Ru, quando de repente...

 
     

 

     

autor
Melqui Rodrigues

elenco
Jaydan como Cristhian
Sidney Santiago como Dylan
Rogelio Guerra como Dr. Addan
Celine Reymon como Dra. Fionna
Osvaldo de León como Agente Victor
Juan Carlos Espinoza como Dr. August
Juan Luís Esparza como Dr. Philip
Stephen Lang como Capitão Dan
Ailee como Lisa

produção
Bruno Olsen
Cristina Ravela


Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


REALIZAÇÃO


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