Vale Dicere - 1x05




1x05 - O SACRIFÍCIO DE FIONNA
 
     
   
 

Departamento de Polícia, 20h30.

O Capitão Dan continuava a sua conversa com Fionna.

— Creio que o melhor a fazer é te levar até a tua casa. Você fingirá que nada disso aconteceu e que nunca esteve aqui, e assim você pega essa tal pasta que tanto o Dr. Addan falou.

Fionna: Mas... Ele não pode ver você.

Dan: Eu estarei escondido, porém de guarda caso aconteça algum imprevisto.

August: Isso é muito perigoso.

Dan: Sim, eu sei, mas convém para nós que o Dr. Addan não saiba que a Fionna está conosco, ele de certa forma confia nela e por isso quer entregar-lhe essa pasta.

Fionna: Bom, creio que essa é a melhor solução apesar de tudo.

Dan: Perfeito! Agente Frederico, você pode me acompanhar nessa missão?

Frederico: Com certeza capitão! Estou às suas ordens.

Dan: Agentes Brian e Hillary, se o Agente Victor chegar, avise que nós partimos para esta missão e não temos hora para voltar, creio que será uma noite complicada para todos nós.

Hillary: Pode deixar capitão! Cuidaremos de tudo.

Leonor: Quer que eu vá contigo capitão?

Dan: Você também ajudou muito hoje Leonor, mas fique aqui dando o apoio necessário para todos esses civis.

Leonor: Sim senhor!

Dan: Atenção todos! Ninguém saia desse departamento enquanto eu não retornar, peço que compreenda o estado atual que estamos passando.

Todos os presentes confirmam ter entendido tudo o que o capitão Dan acabara de ressaltar.

Dan: Precisamos agir, vamos agora mesmo Doutora!

Fionna: Sim Capitão!

Fionna se prepara para seguir o capitão Dan e August neste momento segura no braço de Fionna e ela se vira para ele.

August: Fionna... Cuidado!

Fionna: Eu tomarei, eu prometo.

August solta o braço de Fionna e ela segue seu caminho, Philip se aproxima e coloca a mão no ombro do colega tentando tranquiliza-lo.

Philip: Não se preocupe meu amigo, a Fionna é inteligente! Ela vai sair dessa.

August: Espero sinceramente que você tenha razão.

Exterior da Casa de Lisa, 20h47.

Lisa, May, Cristhian e Emily estavam sentados na calçada enquanto o Agente Victor estava relatando os fatos para os policiais que estavam fazendo ronda ali perto, neste momento a perícia também chega para avaliar o incidente, e vai focando nas cenas dos peritos tirando fotos do forno, outros na banheira, no quarto de Emily, no jardim e na sala, eles começaram a isolar cômodo por cômodo da casa com faixas de isolamento e também na entrada da casa alegando que ali é uma cena de crime. O Agente Victor deixa de conversar com os policias e peritos e vai em direção aos garotos.

Victor: Olha... Lisa, certo? Não tem a menor condição de vocês voltarem para tua casa agora, este lugar agora é cenário de um crime, acho que o melhor a se fazer é levar todos vocês ao Departamento do Capitão Dan para analisarmos os fatos e lá vocês estarão seguros também.

Lisa: Se não temos outro remédio... Vamos!

Victor: Ótimo! Venham comigo, vou levar vocês 4 ao departamento.

Interior da Casa de Fionna, 21h15.

O Capitão Dan e o Agente Frederico já se encontram na casa da Dra. Fionna, este primeiro explica todas as instruções necessárias.

Dan: Escute, você agora é uma simples mulher que está no conforto da tua casa e da tua comodidade, então finja que nada aconteceu, o Agente Frederico e eu estaremos escondidos na hora que ele chegar, entendeu?

Fionna: Pode deixar comigo.

Neste momento Fionna vai até o seu quarto e troca toda a sua roupa por algo mais caseiro como se ela nunca tivesse saído de casa, ela vai até o espelho e retira um pouco da sua maquiagem para dar a entender que ela já estava pronta para dormir. Ela volta para a sala, senta no sofá, liga a TV e aguarda a chegada do representante do Dr. Addan.

Departamento de Polícia, 21h20.

O Agente Victor acabara de chegar ao Departamento juntamente com Cristhian e as garotas, a Agente Leonor imediatamente o aborda demonstrando preocupação.

Leonor: Victor, o que aconteceu? Estávamos todos preocupados.

Victor: Se eu te contar Leonor, você nem vai querer dormir esta noite. Onde está o Capitão Dan?

Leonor: Saiu para uma missão de emergência juntamente com o Frederico.

Victor: O quê?

Leonor: Exatamente isso.

Enquanto Victor seguia conversando com Leonor, os demais tentam encontrar um local para se assentar e Dylan avistou Cristhian de longe.

Dylan: Cristhian?

Os olhos de Cristhian se enchem de lágrimas rapidamente e ele vai direto ao encontro de Dylan.

Cristhian: Irmão! (Abraçando-o)

Dylan: Onde você esteve? Eu senti tanto a tua falta!

Cristhian: Você não tem ideia da falta que você me faz! Tive medo de perder você.

Dylan: Eu também irmão.

Cristhian: Você é tudo que eu tenho Dylan, é minha única família, me desculpa por ter me alterado com você hoje.

Dylan: Eu é que peço desculpas por querer ser tão autoritário sendo que você é o meu irmão mais velho.

Ambos continuavam abraçados e Lisa olhava aquela cena totalmente emocionada, May percebendo a distância da amiga questiona:

— Você tá bem Lisa?

Lisa: Eu... Eu acho que sim, eu não sei como eu vou fazer pra agradecer tudo o que você fez pela Emily.

May: Eu apenas fiz a minha parte Lisa. Eu também não suportaria ver essa pequena se machucando.

Lisa: Obrigada mesmo!

Lisa abraça May e a Agente Hillary chega neste instante.

Hillary: Com licença moças, mas se quiserem ir até o banheiro para lavarem o rosto, eu posso acompanhá-las.

Emily: Lisa, eu quero fazer xixi.

Lisa: Ok meu amor, precisamos mesmo ir ao banheiro. Vamos juntas!

As moças se retiram do local e novamente a cena volta a focar em Cristhian e Dylan.

Cristhian: ...O importante é que estamos juntos de novo irmão.

Dylan: Sim, foi um tremendo susto.

Neste momento Ru se levanta de uma das cadeiras no fundo e chama a atenção de Cristhian.

Oi! Niño Cristhian, aqui mi amor, que bom revê-lo corazón!

Cristhian: O que ela tá fazendo aqui?

Dylan: Nem me pergunte.

Casa de Fionna, 21h35.

Fionna continuava no sofá de sua casa, ela estava tomando uma xícara de chá quando de repente a campainha toca, ela tem um leve susto e Dan e Frederico direcionam a ela para agir de forma natural, enquanto os mesmos se escondem ali perto para tentar observar, Fionna tentava disfarçar o máximo.

Fionna: Eu já estou indo!

Fionna coloca a sua xícara de chá em cima da mesinha da sala e se levanta para atender a porta, uma das janelas estavam abertas e começou a entrar uma suave brisa que balançava as cortinas e a luz da lua refletia dentro da sala da doutora, ela suspira e vai indo lentamente até a porta enquanto a leve brisa soprava em seus cabelos, ao destrancar ela percebe que se tratava de uma pessoa utilizando uma máscara de oxigênio e estava completamente vestido de um tipo específico de uniforme, ela ao vê-lo questiona:

Pois não?

— Você é a Dra. Fionna?

— Sim, sou eu mesma.

— O Dr. Addan pediu para que eu te trouxesse esta pasta (ele mostra a pasta prateada e entrega nas mãos de Fionna).

O Capitão Dan e Frederico continuavam dentro da casa tentando observar tudo, Fionna desconcertada pergunta:

— Poderia me dizer o que tem de tão especial nesta pasta?

— Isso você mesma vai descobrir, este papel tem o número da combinação para você abri-la, use com sabedoria.

Ele entrega um papelzinho à Fionna e se afasta da porta, ela ainda intrigada vai até lá fora e tenta arrancar informações do indivíduo.

Fionna: Escuta, como eu vou saber que tudo isso não é uma armadilha?

— Você quer mesmo saber?

Neste momento, um homem estava se aproximando do capanga do Dr. Addan que aparentemente acabara de ser mordido por alguma criatura.

— Por favor... Me ajude!

O capanga pega a sua arma e responde:

— Você quer ajuda? Pode ter certeza que terei o enorme prazer em te ajudar.

Ele dispara a sua arma letal que praticamente explodiu a cabeça do outro indivíduo, Fionna se ajoelha assustada levando as mãos até a boca, lá dentro o Capitão Dan e o Agente Frederico se prepara para agir, Fionna sabendo que eles teriam algum tipo de reação, faz um sinal com as mãos para trás para que os dois recuem e não saiam da casa, eles compreendem o sinal e retornam, o capanga do Dr. Addan olha novamente para a Dra. Fionna e diz:

— Espero que isso fique bem claro, não se atreva a trair o Dr. Addan, pois isto aqui e muitas outras coisas ainda podem acontecer com você... Doutora Fionna.

O indivíduo entra no carro e dá partida deixando Fionna completamente desconcertada diante do que acabara de ver. O Capitão Dan e Frederico saem neste momento e vão até a doutora procurar entender o que aconteceu.

Dan: Fionna, você tá bem? Por um momento eu pensei que...

Fionna: ...Vamos voltar ao departamento, precisamos saber o que tem dentro dessa pasta.

Departamento de Polícia, 21h58.

Victor conversava com Leonor e com os Doutores Philip e August.

Victor: Não é possível que o Dr. Addan fez esse absurdo e o Capitão Dan ainda foi seguir as artimanhas dele.

Leonor: Isso foi uma surpresa para todos nós, mas precisamos confiar no que o capitão diz.

Victor: Eu não sei, já são quase 10 horas da noite e ele ainda não voltou, tenho um péssimo pressentimento de tudo isso.

Em outro lugar do departamento, está o Agente Brian com um caderninho e caneta na mão tomando depoimento de May.

Brian: Espera um pouco, deixa-me ver se eu entendi: Quer dizer que você sozinha “assou” um cão dentro do forno e eletrocutou outro na banheira da casa?

May: Claro! Seria eles ou eu, o que você queria que eu fizesse?

Brian fica de boca aberta olhando para May e segurando a caneta durante alguns segundos até que ele suspira:

— Uau!

Neste exato momento chegava o Capitão Dan juntamente com Frederico e a Dra. Fionna que já havia trocado novamente de roupa e voltou a colocar a sua maquiagem.

Dan: Estou de volta senhores! Aconteceu algo importante?

Victor: Capitão!

Dan: Agente Victor, estou feliz por revê-lo!

Victor: Igualmente capitão.

Fionna se dirige aos colegas.

August: Que bom que você chegou Fionna!

Fionna: É, digamos que eu sobrevivi.

Começa um tumulto na entrada do local onde todos estão reunidos.

Dan: O que está acontecendo?

No meio da confusão, e desviando de outros agentes que estavam tentando barrar a sua entrada, eis que chega a Agente Peggy, jovem irlandesa de cabelos pretos e curtos até o queixo, ela passa praticamente por cima de todos e vai em direção ao Capitão Dan.

Peggy: Tem que falar pra esses seus agentes incompetentes que eles precisam ser mais hospitaleiros capitão, ainda mais uma Agente de altíssimo nível como eu.

Brian: Capitão, me desculpe, tentamos impedi-la de entrar.

Dan: Está tudo bem Agente Brian, eu mesmo a chamei, só não esperava que seria dessa forma.

Peggy: Viu só seus panacas? Agora retirem o traseiro de vocês da minha frente senão quiser que eu mesma coloque uma bala num local onde vocês não iriam gostar.

Dan: Por favor, Agente não precisa ser tão enérgica. Agentes! Quero apresentar a todos vocês a Agente Peggy, ela veio da Irlanda do Norte somar com a nossa tropa, espero que a presença dela possa ser de grande ajuda para todos nós.

Leonor: Com o tanto que não caia bêbada no primeiro pub que encontrar... Talvez ela seja útil.

Peggy: (Irônica) Também é um prazer ver você novamente Leonor.

Dan: Vocês se conhecem?

Leonor: Digamos que já chegamos a trabalhar juntas por um tempo, mas isso não vem ao caso.

Peggy: Diga isso para o teu ex-namorado querida.

Victor: Capitão! Temos uma situação aqui e estamos perdendo tempo com coisas fúteis e desnecessárias, eu estava na casa daquela moça ali... Lisa! E aconteceu algo que eu nunca tinha visto na minha vida. E a irmã dela, aquela que está deitada em seu colo foi atacada por um dos cães.

Dan: Atacada? Então ela está infectada! (Dirigindo-se a Emily)

Victor: Não, espere!

Lisa: O que tá acontecendo?

Victor: Está tudo bem (Se colocando na frente do Capitão Dan)

Dan: Você mesmo me falou que essa garotinha foi atacada por um dos cães Agente.

Victor: Mas ela não foi mordida, pelo contrário, o cão deixou de atacá-la antes mesmo de eu chegar.

Dan: Impossível! Como ele parou de atacá-la?

Victor: Eu não sei, o mais estranho é que...

Dan:... O quê?

Victor:... Ela disse que o cão havia falado com ela.

Dan: Por favor, Agente Victor, vai acreditar em teorias de garotinhas assustadas?

Lisa ouvindo a conversa responde:

— Escuta aqui, todos nós estamos assustados, como você pode se referir à minha irmã dessa forma?

Victor: Calma Lisa!

Dan: Ficar assustado não justifica contar mentiras como essas.

May: Escuta aqui! (Levantando-se do acento) Você nem sequer estava lá para afirmar ou negar qualquer coisa, eu estava lá! Eu vivenciei tudo aquilo e quase morri tentando proteger a Emily com minhas próprias forças e agora eu vim aqui pra poder escutar tudo isso?

Brian: Capitão é verdade, ela “assou” um cão dentro do forno, se eu fosse o senhor, tomava cuidado com ela.

Lisa: Se não fosse ela, minha irmã estaria morta capitão.

Dan: Eu não estou dizendo isso, o que eu quero tratar aqui são as mentiras que estão sendo contadas diante de uma situação extremamente séria.

May: E quem está contando mentiras aqui? Quem?

Victor: Por favor, senhorita, mais respeito, ele é o Capitão!

May: Ele pode ser a puta que o pariu, não tem o direito de se referir à uma garota inocente dessa forma.

Inicia-se uma discussão, Peggy estava com o braço apoiado num balcão observando o tumulto, Ru estava do seu lado.

Peggy: Ai essas brigas familiares me dão um tédio!

Ru: Eu sei querida, difícil não é? Você viu o capítulo da novela ontem?

A discussão continuava e todos estavam inteiramente exaltados, neste momento Emily se levanta do colo de Lisa e exclama exaltada:

— JÁ CHEGA! PAREM TODOS VOCÊS! CALEM-SE!

Todos no local param e ficam impactados diante da voz ativa de Emily naquele momento, ela prossegue:

— Eu já estou cansada de tantas discussões! Cansada de tudo isso! Por isso que eu odeio vocês adultos! Sempre brigando! Parem de falar de mim como se eu não estivesse por perto, eu posso ser criança, mas não sou burra! E muito menos uma mentirosa, eu nunca mentiria para a minha irmã sobre isso. Eu sei o que eu vi e ouvi, e o cachorro falou comigo sim! Me chamem de louca, de mentirosa, mas ele falou comigo, ele falou comigo! (Aumentando a voz) ELE FALOU COMIGO! FALOU COMIGO! FALOU COMIGO!

Naquele momento uma verdadeira onda de medo e desespero pairava na face de todos os que estavam ali presentes.

Emily: Parem de me chamar de mentirosa! Eu me lembro muito bem... Ele disse que... (Respirando ofegante) Ele disse que... Ele disse que eu sou um deles!

Todos no local se surpreendem da pior maneira possível, uns levando as mãos até a cabeça, outros à boca, Ru desmaia, e Lisa fica horrorizada diante da revelação que acabara de ouvir de sua irmã.

Lisa: Emily!

Emily: (Chorando) Irmã, por que ele disse que eu sou um deles?

Lisa não consegue dar nenhuma palavra, Fionna apenas ressalta:

— O que está acontecendo aqui? Quem é essa garota?

Emily: Eu não quero ser um deles irmã, eu não quero! (Começa a bater em seu rosto e gritar) EU NÃO QUERO! EU NÃO QUERO! NÃO QUERO! NÃO QUERO! NÃO QUERO! NÃO QUERO! NÃO QUERO! AHHHHH! AHHHH!

Lisa: Emily, para!

May: Emily, por favor, chega!

Emily começa a se espernear dando gritos agudos completamente descontrolada enquanto todos os outros começam a sentir toda a pressão e o medo que estava sufocando em cada um, mais pessoas começaram à chorar, outras vomitavam e outras estavam em estado de choque.

2 horas Depois, Interior do Departamento de Polícia.

Após todo o momento de tensão, Emily se encontrava mais calma e Fionna estava cuidando dos ferimentos em suas mãos.

Fionna: Você foi muito corajosa Emily, poderia ter se machucado mais.

Emily: Me desculpa por ter gritado, mas eu juro que eu não sou mentirosa.

Fionna: Olha, está tudo bem, eu acho que o melhor a se fazer é você descansar tá bom? Fique bem.

Fionna retorna onde estão todos os outros, eles olham para ela esperando notícias.

Fionna: Ela vai ficar bem, não se preocupem!

Lisa: Olha, ela nunca havia agido assim antes.

Fionna: É isso que o Dr. Addan quer fazer, confundir a todos nós e nos colocar uns contra os outros, há duas horas atrás estávamos discutindo como se fôssemos um bando de adolescentes enquanto o nosso verdadeiro inimigo está lá fora rindo da nossa cara.

Victor: Por falar nisso Doutora, já descobriu o que tem na pasta?

Fionna: Não, vamos abri-la agora mesmo.

Fionna pega a pasta e coloca a combinação na qual o enviado do Dr. Addan lhe entregou. Todos os presentes se aproximam para ver do que se trata.

Fionna: Vamos lá... 7650987 e... (abrindo a pasta) Meu Deus!

Dan: Que porcaria é essa?

Fionna: São cilindros de células.

Philip: Impossível!

August: O que esse louco quer?

Fionna: Esses são os mesmos itens que ele usou pra fazer os experimentos nos cães, e dentro desse outro frasco está a substância química que ele desenvolveu.

Lisa se aproxima de Fionna.

Lisa: Estranho! Isso parece muito com as coisas que meu pai usava no laboratório dele.

Victor: Como assim?

Cristhian: Eu também fiquei curioso, me conta direito essa história Lisa.

Lisa: Lembra que eu disse a vocês que a Emily tinha uma doença rara? Então, o meu pai que era cientista estava tentando desenvolver uma cura.

Dan: Que tipo de doença tem a sua irmã?

Lisa: Ela tem a Doença de Fabry.

Victor: E isso em nosso idioma significa o quê?

Lisa: Eu não sei explicar muito bem, mas pelo que eu sei é um...

Fionna: ... Um distúrbio hereditário muito raro causado por uma deficiência no cromossomo X, isso faz com que o corpo não produza a quantidade suficiente de uma enzima, a alfa- GAL.

Philip: Exato, a insuficiência dessa enzima faz com que a gordura se acumule nas células e cause danos nos tecidos de todo o corpo.

August: A doença de Fabry é hereditária e muito rara, atinge uma a cada 117.000 pessoas.

Fionna: Sem contar que sem esta enzima, a substância GL-3 que deve ser removida do organismo permanece nas células, o funcionamento do organismo sofre um grande prejuízo e se uma pessoa sofre alteração em um gene, ocorre uma mutação, e talvez esse seja o problema da Emily.

Lisa: Sim, e meu pai procurava desenvolver uma cura para essa doença, pois pelo que eu sei, a minha mãe também sofria desse mal, minha mãe faleceu assim que a Emily nasceu, o meu pai começou a utilizar vários meios para tentar reverter o processo, as células da Emily começaram a sofrer uma mutação e isso de uma certa forma funcionou e começou a dar uma inteligência incrível à ela. Meu pai usou outra coisa nos experimentos, que se chama...

Philip: ... Hibridomas de animais?

Lisa: Exato! Como você sabe?

Fionna: O desgraçado do Dr. Addan utilizou a mesma técnica para criar essas criaturas.

Victor: O que aconteceu com teu pai Lisa?

Lisa: Faleceu há 4 anos de uma parada cardíaca, a Emily era muito nova.

Dan: Esperem um pouco, vamos ver se eu entendi. Quer dizer que essa garota possui a mesma substância que essas criaturas?

Fionna: Sim, exatamente isso.

Frederico: Então, como ela não saiu atacando ninguém ainda?

Philip: Ela pode ter tido o mesmo procedimento, mas ela não tem o vírus da raiva. Isso é o que a torna um ser humano normal.

Fionna: Nem o vírus da raiva e creio que nem a presença da maldita substância química que o próprio Dr. Addan desenvolveu.

Victor: Você acha que isso tem relação com o que a garota disse? Sobre o cão ter “falado” com ela?

Fionna: É possível! Existe uma ligação entre a Emily e essas criaturas, eu sei que isso parece coisa de outro mundo, mas é bem provável que a Emily possa ser a nossa esperança. Se examinarmos ela com mais profundidade, talvez possamos conseguir desenvolver um antídoto para a infecção.

Lisa: Está dizendo que a minha irmã pode impedir isso?

Fionna: Não é certeza, mas possível. Confesso a vocês que em toda a minha vida como médica e cientista nunca havia visto algo de tão intrigante.

Ru estava lixando as suas unhas e opina:

— Nem eu que já levo longas oito temporadas de “The Walking Dead” nunca havia visto isso corazónes. Ah! Por falar nisso, vamos todos fechar os olhos, nos dar as mãos e fazer 1 minuto de silêncio pela morte do Carl... Chega! Vou pegar uma barra de cereal.

Os demais só olham para Ru e ignoram o seu comentário, Dan prossegue.

— Escuta, creio que eu devo desculpas às duas moças por ter desrespeitado a ambas e ter me referido à criança de uma maneira ruge, confesso que também estou bastante desconcertado com toda essa situação.

May: Não se preocupe, o nervosismo muitas vezes nos faz fazer coisas sem pensar.

Brian: Exato! Você, por exemplo, eletrocutou um cachorro numa banheira.

Hillary: (Dando uma cotovelada na costela de Brian) Cala a boca Brian!

Brian: Ai! Você não ouviu o que eu disse? Ela eletrocutou um cão dentro da banheira.

Peggy: Olha, desde que eu cheguei aqui só estou ouvindo besteiras e mais besteiras, eu quero ver a hora que eu vou começar a estourar os miolos dessas coisas.

Dan: Precisamos de uma estratégia pra acabar com o Dr. Addan.

Fionna: Eu acho que existe uma solução.

Dan: Qual?

Fionna: Eu preciso me entregar.

Todos: O quê?

August: Você tá maluca?

Fionna: Escuta, escuta! Se eu me entregar vocês terão tempo o suficiente de bolarem uma estratégia para atacarem o Dr. Addan, eu já tenho uma evidência: Esta pasta! A gente faz com que o Dr. Addan e todos pensem que o Capitão Dan e o Agente Frederico chegaram à minha casa e me encontraram com essa evidência. A Realeza vai acreditar no meu envolvimento, e obviamente fará com que o Dr. Addan recue pensando que ninguém tem ciência dos seus atos, e enquanto isso o Philip e o August podem estudar uma forma de descobrir uma cura através da garota.

Philip: Você é a melhor cientista entre todos nós aqui, jamais conseguiríamos fazer isso.

Leonor: Gente, isso é absurdo! Ela é uma inocente! Não podemos prendê-la enquanto o verdadeiro culpado está à solta.

August: Fionna, isso vai acabar com a sua carreira e com a sua reputação.

Fionna: Eu não me importo! Eu já não tenho família, não tenho marido, não tenho filhos e nem nada! Se eu tiver que fazer algo para um bem maior, eu estou disposta a aceitar o risco.

Dan: Olha... Tudo bem! Você vai ser presa... Mas isso é o que faremos todos pensarem, nós vamos isolar você em outro lugar juntamente com a garota Emily e vai poder examiná-la e tentar descobrir uma cura através dela.

Lisa: Isolar a minha irmã?

Victor: Capitão, como o senhor pretende fazer isso? Não tem como colocar uma mulher e uma garota de 9 anos em uma cela de prisão.

Lisa: Há um lugar.

Todos: Qual?

Lisa: No laboratório que fica no porão da minha casa.

Todos: Quê?

Cristhian: Tem um laboratório na tua casa?

Dylan: Cristhian, onde você conheceu essa personagem de Mangá mesmo?

Lisa: É sério, lá era onde meu pai fazia suas experiências e ficava horas tentando achar uma cura para a Emily. Tem uma porta lá em baixo chumbada de aço, é impossível alguém invadir. Bom, é apenas uma ideia, talvez vocês tenham outra melhor.

Cristhian: Mas Lisa, a tua casa está isolada como cena de crime.

May: Por isso mesmo, quem entraria num local que é cena de um crime?

Victor: O que acha Capitão?

Dan: Fionna?

Fionna: Por mim está tudo bem.

Neste momento Emily desperta e testemunha a reunião.

Emily: Lisa?

Lisa: Emily, meu anjo. Tenho boas notícias, a gente vai voltar pra casa, mas teremos que ficar no laboratório do papai.

Emily: Por que no laboratório do papai?

Dan: Me desculpe a intromissão, mas creio que o melhor a se fazer é deixar apenas ela e a Doutora Fionna isoladas no laboratório.

Lisa: Mas eu quero ficar com ela!

Fionna: Olha, eu entendo a tua posição a respeito, É... Como se chama mesmo?

— Lisa.

Fionna: Certo Lisa, eu prometo a você que farei o que for possível para que a tua irmã esteja bem protegida, pode deixar que vou tomar conta dela como se fosse minha filha.

Emily: Lisa, May, eu...

May: ...Emily, mostra pra eles que você é a menina mais corajosa do mundo.

Emily fica sem argumentos a princípio, mas acaba atendendo ao pedido.

Emily: Tá bom, eu vou.

Fionna: Perfeito! Creio que agora tudo vai dar certo.

Dan: Amanhã mesmo faremos com que toda a imprensa pense que a Dra. Fionna é a responsável pela infecção e assim... Planejaremos uma arapuca para pegar o Dr. Addan, e vamos mostrar para aquele velho quem é que manda. Não se preocupe Fionna que você terá a sua reputação de volta após tudo isso.

Fionna: Eu não ligo mais para a minha reputação, só digo uma coisa a todos vocês... Peguem aquele desgraçado!

Posto do Dr. Addan, 00h17.

O Dr. Addan estava observando a lua por sua enorme janela do escritório, neste momento Naraj chega para dar-lhe um recado.

Naraj: Mi Lord, o nosso agente retornou a algumas horas e pediu-me para avisá-lo que a pasta foi entregue à Doutora Fionna em mãos.

Addan: Excelente! Isso será uma cartada importante para mim. Aquela pasta contém cilindros com o vírus e as substâncias que eu utilizei para colocar nos animais, Fionna será flagrada com essa pasta e acabará sendo presa pelas autoridades, e eu sei que ela não é burra o suficiente para me entregar, isso será divertido!

Naraj: Então esse tempo todo o seu plano era fazer com que as autoridades britânicas pensem que a Dra. Fionna está envolvida?

Addan: Claro Naraj, admito que a Fionna é uma mulher extremamente inteligente e uma ótima cientista, mas eu preciso de algo para distrair a atenção da polícia.

Naraj: O senhor tem uma mente brilhante Doutor Addan!

Addan vai andando novamente até a beira da janela de costas para Naraj enquanto falava:

— Tudo está saindo exatamente como eu planejei, eu acredito que agora é o momento certo de partirmos para o próximo ato.

Naraj: Próximo ato?

Addan: Sim (virando-se para Naraj), a Ilha da Phoenix!

 
     

 

     

autor
Melqui Rodrigues

elenco
Jaydan como Cristhian
Sidney Santiago como Dylan
Rogelio Guerra como Dr. Addan
Celine Reymon como Dra. Fionna
Osvaldo de León como Agente Victor
Juan Carlos Espinoza como Dr. August
Juan Luís Esparza como Dr. Philip
Stephen Lang como Capitão Dan
Ailee como Lisa

produção
Bruno Olsen
Cristina Ravela


Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


REALIZAÇÃO


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