Vale Dicere - 1x02




1x02 - LISA
 
     
   
 

Apartamento de Cristhian e Dylan, 11h03 AM.

Cristhian e Dylan estavam totalmente desconcertados diante do que viam na televisão, este último ironiza Cristhian:

—Ok Cristhian, zumbis eu já acho que você passou dos limites e como passou.

Cristhian: Olhe você mesmo Dylan, não viu como aquelas coisas agiam? Você nunca assistiu Resident Evil não?

Dylan: Claro que eu já assisti! Mas... Não sei.

Cristhian: Seja o que for isso é muito estranho.

Dylan: Com certeza é muito estranho irmão. (Dylan pega o controle remoto e começa a mudar os canais), veja isso, em todos os canais está passando esse incidente.

Cristhian: O que será que aconteceu nessa Organização Phoenix?

Dylan: Boa pergunta.

Cristhian: Olha, vamos esquecer isso, o que eu preciso mesmo é procurar outro emprego urgente!

Dylan: (Desligando a TV) Foi a coisa mais inteligente que você falou hoje.

Viatura do Agente Victor, 11h07 AM.

O Agente Victor estava com os três doutores em sua viatura e eles haviam acabado de contar tudo o que ocorreu dentro da Organização, Victor se escandaliza com a situação.

Victor: Não entendo como isso pôde ter acontecido. Isso é totalmente contra a lei.

Phillip: Pedimos que, por favor, não nos prenda senhor, o Dr. Addan nos ameaçou se contarmos alguma coisa sobre as experiências que ele fazia lá dentro.

August: Ele ameaçou vocês?

Fionna: Você não estava com a gente nessa ainda August, mas eu me lembro perfeitamente de suas palavras.

{Flashback}

O doutor Addan estava na sala de experimentos e chama a atenção dos doutores Phillip e Fionna.

Addan: Escutem bem os dois! Lembre-se que o emprego de vocês está em jogo, então nem ao menos atrevam-se a contar sobre o que estão vendo aqui, porque antes de tentarem me afundar... Eu vou afundar vocês!

{Fim de Flashback}

August: O que esse louco tinha na cabeça?

Philip: Vão prender a gente também?

Victor: Bom, o capitão Dan é que vai decidir o que fazer agora, chegamos! Desçam do carro e vamos até lá conversar com ele.

Um pouco distante dali estava Lisa, uma bela moça de 21 anos com traços orientais, tem cabelos pretos e lisos e possui uma pele clara e macia, a mesma estava comprando umas roupas em uma loja. A TV estava ligada e passava a notícia do acidente no hospital, ela tinha acabado de pegar um par de roupas e chegou ao balcão para pagar, a vendedora estava bastante ligada na TV enquanto atendia os clientes.

Vendedora: Que absurdo isso que está acontecendo não é?

Lisa: (Lisa estava com o olhar distante e um sorriso bobo no rosto) O quê? Como? Desculpa senhora, é que eu ando um pouco distraída.

Vendedora: Estou percebendo mesmo, mas não se preocupe. Então, essa é a roupa que você vai levar?

Lisa: É sim, escuta... Você sabe se existe alguma agencia de modelo por aqui que esteja contratando gente?

Vendedora: Claro que sim, eu como vendedora desta loja tenho contato com grandes estilistas daqui da Grã Bretanha, e até outros países do Reino Unido que têm suas próprias agencias, é para você mesma?

Lisa: Sim, eu sempre tive vontade. Na verdade eu tenho dois sonhos, eu queria ser cantora e modelo, desde pequena eu sonhava com isso, meu pai me levava nos recitais da escola quando morávamos na Coréia do Sul, depois que eu vim pra Grã-Bretanha não pude fazer mais nada e... Eu não sei por que eu estou te contando tudo isso, a senhora tem mais o que fazer não é? Desculpa!

Vendedora: Não se preocupe querida, hoje a loja não está tendo muito movimento e só tem você na fila do balcão, então não tem que se desculpar de nada. Então você é nascida na Coreia?

Lisa: Sim, mas eu sou coreana apenas por parte de pai, minha mãe era inglesa, e estamos morando definitivamente aqui na Grã-Bretanha desde que minha irmã nasceu, hoje ela tem 9 anos.

Vendedora: E seus pais?

Lisa fica um pouco cabisbaixa diante da pergunta, mas imediatamente disfarça com um sorriso e responde a vendedora:

— Infelizmente eles faleceram já faz um tempinho.

A vendedora se compadece.

—Me desculpe, que boca grande eu tenho! Não deveria ter tocado nesse assunto filha, me perdoe!

Lisa: Não, tá tudo bem, fica tranquila.

A vendedora procura no balcão alguns cartões e entrega um para Lisa.

Vendedora: Olha, aqui é um cartão de uma das agências que eu conheço, é só você ligar e vai dar tudo certo.

Lisa: Muito obrigada senhora, eu... Eu não sei como te agradecer.

Vendedora: De nada, você é linda e tem um futuro brilhante pela frente e outra coisa, você está na Grã-Bretanha! E aqui uma coisa que valorizamos é a arte, não deixe o seu talento ser desperdiçado.

Lisa: Obrigada, e quanto deu as roupas?

Vendedora: 150 libras, mas vou fazer por 100 pra você.

Lisa: Não, não precisa.

Vendedora: Tá tudo bem filha, eu faço questão.

Lisa: Tudo bem então, pegue o dinheiro.

Vendedora: Obrigada e aqui está! (entregando a sacola com as roupas) E tenha um ótimo dia querida!

Lisa: A senhora também.

Vendedora: E como eu devo chamar a mocinha?

Lisa: (Sorrindo) Lisa, meu nome é Lisa.

Vendedora: Até mais jovem Lisa!

Lisa saiu da loja com um sorriso no rosto e as pessoas na rua olhavam para ela estranhando a felicidade que a moça transparecia.

Edifício Ru, Apartamento 502, 13h00.

Ru, a síndica espanhola do prédio onde Cristhian e Dylan vivem, chega com seu estilo irreverente na porta do apartamento dos irmãos. Ela utiliza roupas extravagantes e uma peruca loira exageradamente absurda. Ela para em frente á porta, empina seus seios falsos e indaga:

—Oh Díos mío! Vamos ver se eu encontro o niño Cristhian pra ver se me paga de uma vez por todas o aluguel.

Ru bate na porta, lá dentro Cristhian se levanta do sofá e vai atender sem antes perguntar quem era.

Cristhian: Já estou indo, pois não? (Cristhian percebe que se tratava de Ru) Ah! A senhora?

Ru: Claro que sim querido, vim buscar o dinheiro do aluguel (Estendendo as mãos para ele).

Cristhian: Olha Dona Ru, me desculpe, mas eu não tenho no momento, fui demitido do meu emprego e estou desesperado procurando outro.

Ru: Não me venha com essas desculpas esfarrapadas niño, você poderia ter ganhado dinheiro, fama e glamour se tivesse aceitado o papel no seriado das 8.

Cristhian: (Arregalando os olhos) Quê?

Ru: Deixa pra lá, vou te dar um prazo corazón pelo fato de eu estar muito feliz, pois comecei o ano com o meu pé direito de rainha, te darei mais um mês muchachito senão... Você e seu irmão pulguento estarão fora desse prédio entendeu?

Cristhian: (Em tom de ironia) Tá bom, eu entendi honorável Diva!

Ru: Bom mesmo, adeus!

Ru se retira tentando imitar os passos de uma modelo de passarela, Cristhian fecha a porta do apartamento e não consegue disfarçar o nervosismo para Dylan que estava no sofá com um balde de pipoca na mão.

Cristhian: Que droga! Estou pissed off com isso! (pissed off= termo britânico para definir ‘puto da vida’) Vou acabar empurrando essa mulher da escada.

Dylan: Irmão quer um conselho? Vá pra rua passear um pouco. Você tá muito tenso, pega a moto que é a única coisa de valor que nós ainda temos e sai por aí, vai em algum pub (pub= bares e locais de encontro entre amigos na Inglaterra) tomar alguma coisa que eu vou ficar aqui vendo meu programa na National Geographic, finalmente aquelas notícias chatas pararam de interromper a programação.

Cristhian: Você tem razão e é isso mesmo que eu vou fazer.

Cristhian troca de roupa rapidamente, veste sua jaqueta preta, pega as chaves da moto e sai do apartamento enquanto Dylan continua ali sentado no sofá comendo sua pipoca e assistindo documentários.

Posto do Capitão Dan, 15h05.

Victor e os três médicos estão no posto do Capitão Dan discutindo tudo o que ocorreu na manhã daquele mesmo dia.

Dan: Lamentável que esse incidente possa ter acontecido, eu jamais esperaria isso do Dr. Addan.

August: Eu não sabia de nada... Absolutamente de nada.

Phillip: Isso é verdade, se tem uma pessoa que é inocente nessa história, essa pessoa é o August, se quiser prender alguém Capitão, prenda a gente, mas o August não.

Dan: (Irando-se) O único que eu quero prender no momento é o Dr. Addan! Maldito velho! Como pôde fazer tamanhas barbaridades em um hospital?

Naquele momento um dos policiais do departamento bate na porta da sala onde os cinco estão reunidos.

Dan: Entre!

—Capitão, alguns agentes viram uma matilha de cães rodeando o nosso prédio, eles estão descontrolados.

Dan: Cães?

—Sim, e pelo que eu entendi não são criaturas normais.

Fionna: Não acredito, aquelas coisas estão aqui?

Dan: Vamos até lá em baixo, Agente Victor venha comigo!

Victor: Sim Senhor!

Dan: Vocês três esperem aqui dentro.

O capitão Dan, o Agente Victor e o outro agente chegam lá embaixo e avistam os outros agentes atirando nos cães infectados, um verdadeiro banho de sangue acontece, Fionna e os outros médicos estão no andar de cima, esta primeira chama os colegas para verem da janela.

Fionna: Rapazes olhem isso!

August e Philip se ajeitam na janela para ver o que acontece lá embaixo, enquanto Dan chega ao local e fica impactado diante do que vê.

Dan: O que tá acontecendo aqui?

Sem que Dan percebesse, uma das criaturas chega por trás e tenta atacá-lo, Victor percebe o ataque e toma posição.

Victor: Capitão cuidado!

Victor atira no animal protegendo o capitão.

Dan: Mas que porcaria é essa? Essas coisas estão parecendo zumbis! Como isso pode ser possível? Isso só existe nos filmes e séries de TV.

Outras criaturas se aproximam dos agentes.

Dan: Depressa! Tomem cuidado!

Os agentes começam a atirar nos cães infectados, alguns são mais resistentes e um deles abocanha o braço de um dos agentes.

—Ahhhh! Capitão!

O Capitão Dan virou-se e testemunhou o cão que não apenas abocanhou como também arrancou fora parte do braço do agente. Este último grita e começa a agonizar até morrer, o capitão Dan arregala os olhos e exclama:

—Mas que filho da...

Victor: ...Capitão! Pegue!

Victor jogou uma metralhadora que veio parar direto nas mãos do capitão Dan, este a engatilha imediatamente e ao ver que o cão está correndo em sua direção, ele deita no chão, espera o cão saltar e o metralha sem cerimônias, sangue e tripas se espalham naquele momento. O Capitão Dan limpou o seu rosto, levantou-se e falou de maneira desafiante:

—Eu sou o Capitão Dan, Representante da Justiça da Grã-Bretanha! E não é a droga de um cachorrinho que vai me fazer parar.

Ele pega a sua arma e começa a disparar em cada criatura que chegava a sua frente, uns vinham pelos lados e ele os eliminava, o agente Victor percebeu que outro cão estava vindo em sua direção, ele estrala suas mãos uma na outra, mexe o pescoço para um lado e para o outro e espera o cão chegar dizendo:

C’mon Baby!

O cão veio correndo em direção a Victor e quando ele salta para tentar atacá-lo, ele saca uma pistola G20 e atira para dentro da boca do cão explodindo a sua cabeça.

Os demais agentes do departamento vão se aproximando para averiguar o local. O Capitão Dan se encontrava parado vendo os restos mortais dos cães que acabara de matar, o Agente Victor vira para ele e questiona:

—O senhor está bem capitão?

Dan: (Olhando para baixo) Eu nunca pensei que viveria para ver tamanha barbaridade, nunca vi nada disso em meus 30 anos de carreira militar.

Victor: Eu imagino, que outros seres aquele monstro não deve ter criado naquele hospital?

Um dos agentes se aproxima do capitão.

—Capitão, recebemos um chamado, tem criaturas se aproximando do subúrbio.

Dan: Droga! Temos que agir. Agente Victor reúna outros agentes e vão até o local!

Victor: Sim senhor capitão!

Nesse momento, Fionna grita da janela.

Fionna: Ei, e nós? Será que a gente pode voltar pra casa? Eu estou com medo dessas coisas.

Dan: (Olhando para cima) Vamos pedir para alguém deixar vocês em suas casas. Não podemos arriscar.

Fionna: Ok.

Dan: (Dirigindo-se a todos os agentes que estavam lá embaixo) Atenção Agentes! Para o subúrbio agora!

Todos: (Em alto e bom som) SIM SENHOR!

Em um dos postos do Dr. Addan chegava o seu braço direito Naraj, homem de aparência magra e baixa estatura, possui a pele enrugada apesar de ter apenas 40 anos.

Naraj: Excelência, vejo que fizestes um trabalho estupendo! Mas percebes o risco que provocou na nossa cidade?

Addan: Não seja tolo Naraj, isso é apenas o começo, estou em fase de testes com um programa tecnológico capaz de controlar essas criaturas e estarei monitorando-as em um computador.

Naraj: Intrigante, mas... Tire-me uma dúvida, por que o senhor está criando essas coisas? Qual a finalidade de tudo isso?

Addan: Dr. Naraj, sou um cientista cheio de ambições e uma das minhas ambições é conseguir o poder absoluto, essas criaturas são o canal para que o universo conspire ao meu favor.

Naraj: Custando a vida das pessoas?

Addan: Eu me preocupo apenas com a minha vida Naraj, pouco me importa o que vai acontecer com os outros, admito que o vírus da raiva foi uma surpresa para mim, mas eu precisava que algo assim acontecesse para que eu possa terminar as minhas pesquisas sobre o vírus e a mutação nas moléculas de DNA, conseguindo isso, eu serei o homem mais poderoso do mundo!

Naraj olha para Addan com perspicácia.

 

Subúrbio da Grã-Bretanha, 19h03.

Lisa está andando pela rua sozinha e ela ainda estava com sua sacola de compras, ela olha para o cartão que a vendedora deu e começa a pensar.

— “Por fim a sorte estará do meu lado, vou conseguir realizar o meu sonho”.

Lisa guarda o cartão e olha ao redor percebendo o silencio que estava naquela rua.

Lisa: Estranho, (olhando no relógio) são 7 horas da noite e não tem ninguém andando por aqui? Até os pubs estão fechados.

Ela dá alguns passos e ouve uns ruídos estranhos e tem a sensação de estar sendo observada por trás de algumas esquinas e arbustos.

Lisa: Tem alguém aí? (Olhando para o lado e para o outro) Olá! Olha isso não tem graça!

Perto dali, Cristhian estava em sua moto se aproximando do subúrbio, ele parecia bastante contente em passear pelas ruas, tanto que até tirou o capacete e começou a dar gargalhadas enquanto o vento soprava forte em seu rosto, ele começava a gritar aos 4 ventos fazendo gestos obscenos com os dedos:

-Yeah! Isso aqui é pra você chefe balofo, pra você síndica fracassada, e um “Hellow” para minha vida que é uma merda!

Enquanto isso Lisa continuava imóvel no mesmo local e começa a ficar assustada achando que alguém a está espiando.

Lisa: Não sei quem você é, mas se não aparecer agora eu vou chamar a polícia!

Naquele momento um dos cachorros infectados sai de um dos arbustos vagarosamente e fica observando Lisa. Esta dá um passo pra trás.

Lisa: Ai meu Deus! O que tem nesse bicho?

O cão olha para Lisa com muita fúria e fica rangendo os dentes, enquanto a alguns metros dali Cristhian está em sua moto distraído e de repente uma criatura aparece bem na sua frente e ele desvia bruscamente.

Cristhian: Ai droga! Que merda é essa?

Cristhian desvia a moto, bate numa placa de trânsito e acaba caindo na calçada. Enquanto isso o cachorro observa Lisa por mais alguns segundos, era um momento de pura tensão, ela olhava no fundo dos olhos assustadores dele e ele não parava de ranger os dentes, quando de repente ele começa a correr na direção dela.

Lisa: AAAAAAAHHHHHH! SOCORRO!

Lisa solta as sacolas e começa a correr desesperada, no mesmo momento Cristhian estava caído na calçada e avistou a moça sendo perseguida, ele viu a placa de trânsito o qual estava derrubada e arranca a parte de cima com o intuito de querer fazer algo com aquela barra, em seguida ele vai até a direção para onde Lisa estava correndo, esta se assusta ao ver Cristhian na sua frente e grita:

—Ahhhhhhhh!

Cristhian: Calma, eu vou te ajudar! Abaixa!

O cão vem em direção a Cristhian e tenta avança-lo, mas o garoto com muita coragem enfia o cabo da placa de trânsito entre a boca do animal atravessando a sua cabeça.

Lisa: Ai meu Deus! (tapando os olhos)

Cristhian: Você está bem?

Lisa: (ofegante) Estou, mas o que é essa coisa?

Cristhian: Eu não sei, nunca vi um cachorro assim antes.

Lisa: Me ajuda a levantar.

Cristhian: Tudo bem, se apoia em mim.

Lisa se põe de pé e limpa as mãos no seu vestido.

Cristhian: Tem certeza que você está bem?

Lisa: Já estive em dias melhores, eu... (Lisa se detém)

Cristhian: O que foi?

Lisa: (Apontando o dedo) Olha.

Cristhian também olha para trás e vê um dos monstros se aproximando, parecia ser um guarda de trânsito pelo uniforme que usava, mas estava completamente transformado.

Lisa: O que aconteceu com ele?

Cristhian: Então era verdade o que vimos pela TV.

Lisa: Quê?

O monstro era um pouco lento, mas tentava atacar os dois.

Lisa: Ahhh!

Cristhian: Mas que merda é essa?

O monstro fica no meio deles, enquanto Cristhian fica de um lado e Lisa do outro, Cristhian tirou a barra do cão que acabara de matar e segura firme como se fosse um taco de beisebol.

Cristhian: Vem seu merda! Vem!

Lisa: Para de provocar ele!

O monstro vira para Lisa e se aproxima dela, Cristhian tenta impedi-lo.

Cristhian: Ei, volta aqui guardinha de trânsito, é a mim que você quer? Came here sucker!

Cristhian bate com a barra nas costas da criatura, e ele se detém por uns segundos e vai virando vagarosamente para a direção de Cristhian.

Cristhian: Merda.

Lisa: Ahhh! Socorro! Alguém nos ajude!

Cristhian vai se afastando e tenta acertar a criatura com a barra.

Cristhian: Sai daqui! Fica longe de mim filhote de Nemesis.

Cristhian acaba tropeçando e a criatura arranca o metal de suas mãos e joga para o outro lado.

Cristhian: Ah não!

Lisa vendo a situação, apanha a barra de metal do chão e chega por trás golpeando a cabeça do monstro.

Lisa: Morre seu maldito!

O monstro fica desnorteado com as pancadas, Cristhian toma uma atitude, se levanta e fala para Lisa:

—Boa essa japa, mas isso não vai segurar ele por muito tempo, vamos sair daqui agor... Essa não!

Cristhian avista outras criaturas se aproximando.

Lisa: Não pode ser.

Os seres incontroláveis aparecem no local tentando cercar os dois, diferente do último, esses eram ágeis e ainda mais furiosos.

Lisa: Mas o que é isso?

Cristhian: Vamos sair daqui!

Os dois começam a correr desesperadamente, no momento em que estão correndo, Cristhian detém o passo, põe as mãos na cabeça e se lembra de algo:

Cristhian: Ai que droga!

Lisa: O que foi?

Cristhian: Eu deixei minha moto caída no começo da rua.

Lisa: Esquece sua moto e comece a correr agora senão quiser morrer.

Lisa sai correndo na frente, Cristhian vai em seguida e murmura consigo mesmo:

—Ainda faltavam duas prestações pra eu pagar.

Enquanto isso Dylan estava no apartamento preocupado. Ele se levanta do sofá e fica de pé em frente à janela pensando:

— Cara será mesmo verdade isso dos monstros? Estou ficando preocupado e o Cristhian não volta, cadê você irmão? Estou com medo de ter acontecido alguma coisa.

Nas ruas da cidade, Cristhian e Lisa continuavam correndo desesperados, ambos estavam ofegantes, mas continuavam a seguir caminho até que ficaram em um beco sem saída. Eles olham para um lado, olham para o outro e viram que não tinha como eles saírem dali, era um muro extremamente alto e a única saída era de onde as criaturas estavam vindo.

Cristhian: Não tem saída! Estamos encurralados!

Lisa: Em uma cidade como essa, como que vimos parar justo em um beco sem saída? O que tá acontecendo meu Deus? (colocando as mãos na cabeça)

Os monstros estão cercando-os sem piedade. Lisa fica atrás de Cristhian segurando em seu ombro.

Lisa: O que vai acontecer com a gente?

Cristhian respira fundo e diz:

—Não tem mais jeito, esse vai ser o nosso fim!

 
     

 

     

autor
Melqui Rodrigues

elenco
Jaydan como Cristhian
Sidney Santiago como Dylan
Rogelio Guerra como Dr. Addan
Celine Reymon como Dra. Fionna
Osvaldo de León como Agente Victor
Juan Carlos Espinoza como Dr. August
Juan Luís Esparza como Dr. Philip
Stephen Lang como Capitão Dan
Ailee como Lisa

produção
Bruno Olsen
Cristina Ravela


Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


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