Estações da Vida - Capítulo 13


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NO CAPÍTULO ANTERIOR DE "ESTAÇÕES DA VIDA":

NANDA (nervosa): Mãe?

ESTELA (V.O): Nanda? O que houve? Sua voz tá estranha.

NANDA (nervosa): Mãe, por favor, vem aqui na casa do Pato urgente.

ESTELA (V.O): O que aconteceu, minha filha? Não me deixe preocupada!

Nanda respira fundo.

NANDA: A polícia ta aqui e vai levar todo mundo pra delegacia. Me ajuda, mãe!!! Eu não quero ser presa!!!

...

CAIO: Não tem ninguém.

GREGO: Pelo visto foi todo mundo preso.

CAIO: Menos a gente.

GREGO: É pra comemorar?

CAIO: A gente precisa fazer alguma coisa.

...

MIRTES: Delegado, o que temos que fazer pra tirar nossa filha daqui?

DELEGADO: Só me prometam que vão dá um corretivo bem dado nessa mentirosa que estava até agora negando o inegável. Agora, se me dão licença, vou acabar de uma vez por todas com esse furdunço na minha delegacia. Tenho coisas mais relevantes pra me preocupar com um bando de adolescente irresponsáveis.

MIRTES: Obrigada, delegado.

RUBENS: Até mais ver.

O delegado faz sinal com a cabeça.

...

DJ: Pelo visto você conseguiu acabar com a festinha do vizinho.

ISMAEL: É, o barulho acabou. Mas tem gente lá ainda, não tá ouvindo?

DJ: Ouvindo o que, cara?

ISMAEL: As vozes. Acho que tem gente na piscina.

DJ: Você vai implicar com isso também?

ISMAEL: Não. Tô só comentando. Será que a morena do olho claro ainda tá lá?

DJ: Ah agora to entendendo a sua falta de sono. Tá afim da morena de olho claro!

ISMAEL: Ela é bonita, sim, e daí?

DJ: Ce tem razão. Ela é bonita mesmo. Mas caso tu não tenha percebido, a gente meio que atrapalhou o lance entre ela e o mauricinho dono da casa. Quando eles estavam prestes a se beijar, a gente entrou.

ISMAEL: Isso quer dizer que chegamos na hora certa.

...

PATO: Ei que que tá pegando aqui?

CAIO: Pergunta pro seu amiguinho aí.

PATO: Do que ele tá falando Diego? O que foi que você fez?

Close em Diego, encurralado com a pergunta.

 
     
     
     
     

CAPÍTULO 13
 
     
 
 
 

CENA 01. MANSÃO LAMBERTINI. JARDIM. EXT. NOITE.

Continuação do capítulo anterior. Pato espera a resposta de Diego.

PATO: E aí, Diego, do que o Caio tá falando?

DIEGO: Um lance aí que rolou.

CAIO: O lance, Pato, é que o Diego vacilou comigo. Beijou a Paulinha na tua festa, mesmo sabendo que a gente tá junto. O lance é esse.

PATO: Isso é sério, Diego?

Ele não responde.

PATO: Que vacilo, Diego! O Caio é nosso amigo.

DIEGO: Será que é mesmo, Pato? Não percebeu ainda que ele não sai da cola desse nerd? Esqueceu que eles se juntaram pra  dedurar a gente na escola? Tenho minhas dúvidas sobre essa amizade aí.

CAIO: Você é muito baixo, sabia?

DIEGO (provoca): E você é uma frutinha enrustida!

Caio vai pra cima dele com raiva. Pato entra no meio. Grego segura Caio.

PATO: Ei, qual é, pessoal! Vamo baixando essa bola. A gente é amigo.

CAIO: Eu não sou amigo de traíra. Vamo embora daqui, Grego.

Eles saem.

PATO: Espera aí, Caio.

DIEGO: Deixa ele ir.

Pato vai atrás de Caio e Grego. Diego permanece onde está.

PATO: Espera, cara!

Caio e Grego param.

PATO: Como ces vão pra casa?

CAIO: A gente pede um táxi.

GREGO (a Caio): Você tem crédito?

CAIO: Droga. Não.

PATO: Então liga do meu celular.

Pato oferece o celular, Grego pega.

GREGO: Acho que vocês precisam conversar.

E se afasta pra ligar. Caio e Pato se encaram, desviam o olhar em seguida.

CAIO: O que rolou lá na delegacia?

PATO: O delegado acabou liberando todo mundo com a presença dos pais. A vó do Diego me tirou. Só ficou nós dois lá.

CAIO: E as meninas?

PATO: A essa hora devem estar no décimo sono. E a Paulinha tá de castigo.

CAIO: Droga. Melou nosso almoço amanhã.

PATO: Vai ter que esperar.

CAIO: A gente tinha combinado de almoçar com meus pais. Eles querem conhecê-la, meu pai tá um pilha.

PATO: Esse lance de vocês, tá sério mesmo?

CAIO: Por que a pergunta?

PATO: Sei lá, é que eu nunca imaginei vocês dois juntos. Aliás a Paulinha sempre foi afim do Diego né.

Caio dá de ombros.

PATO: Agora, sobre esse lance que rolou entre vocês, releva. Tu sabe como é o Diego é. Deve ter ficado sentido porque a Paulinha desencanou dele.

CAIO: Abre o olho com o Diego, Pato.

PATO: Por que tá dizendo isso?

CAIO: Só me escuta. Ele não é nosso amigo.

Grego retorna. Entrega o celular a Pato.

GREGO: O táxi chega em 5 minutos.

CAIO: Ótimo.

CAM ABRE PLANO em Grego, Caio e Pato juntos, mais afastado, Diego observa os outros.

CENA 02. CASA ISMAEL. QUARTO. INT. NOITE

Ismael observa a mansão de Pato. DJ deitado na cama.

DJ: Não vai dormir?

ISMAEL: Vou daqui a pouco.

DJ: Já faz um tempo que você não tira os olhos da casa do vizinho. O barulho parou, não era o que você queria?

ISMAEL: Era, mas acontece que o barulho acabou e com ele o meu sono foi junto.

DJ: Acho melhor você deitar e descansar. Segunda começamos no novo colégio.

ISMAEL: Nem me fala. Espero que nesse colégio eu não tenha tantos inimigos como no anterior.

DJ: Acho que vai ser impossível.

ISMAEL (rindo): Eu também.

CENA 03. MANSÃO PATO. JARDIM. EXT. NOITE.

Pato recolhe as garrafas de cerveja da mesa e joga num saco preto. Diego sentado na poltrona fuma um cigarro.

PATO: E o lance com a Paulinha?

DIEGO: Cara, foi só um beijo. Coisa do momento.

PATO: Tu não gosta dela?

DIEGO: Pato, você me conhece há anos. Me diz, quando foi que eu me apaixonei por alguma garota?

PATO (rindo): Deixa eu ver...

DIEGO: Qual é brother, tá me estranhando?

PATO: É sério que você nunca se apaixonou por nenhuma garota?

DIEGO: É sério. Não curto coleira no meu pescoço. Gosto de ser livre. Aproveitar a vida.

PATO: E a Nanda?

DIEGO: A Nanda é questão de honra. Afinal, temos uma aposta.

Os dois dão risada.

PATO: E aí, tu vai ficar sentado enquanto eu arrumo a bagunça?

DIEGO: Não seria uma má ideia.

PATO: Larga esse cigarro e vem aqui me dar uma mão. Precisamos dar uma geral nesse jardim.

DIEGO: Acho melhor tirarmos uma soneca e depois continuar com o trabalho pesado.

PATO: Fechou. Bora lá. Aproveito pra ver como a Lua está.

Em Diego.

CENA 04. MANSÃO PATO. QUARTO LUA. INT. NOITE

Pato e Diego entram e observam Lua dormindo.

PATO: Que bom que ela não foi parar na delegacia.

DIEGO: Ela foi salva pelo sono.

PATO: Diego, a Lua desmaiou, foi diferente.

DIEGO: Você realmente acha que eu ofereci bebida pra Lua?

PATO: A única pessoa que desmaiou na festa foi a minha irmã. Cara, eu não vejo outra explicação.

Lua acorda.

LUA: Pato?

PATO (preocupado): Lua, você está bem?

LUA: Minha cabeça dói.

PATO: Efeito colateral da bebida.

LUA: Acho que exagerei.

PATO: Acha? Eu tenho certeza.

DIEGO: Você bebeu muito?

LUA: Não, foi só uma garrafa. Mas também nunca tinha bebido né. Enquanto você dançava com a Lari eu peguei uma das garrafas na bandeja e tomei. Acho que você nem percebeu que tava faltando.

DIEGO: Tá vendo, Pato? Eu posso ser irresponsável, mas eu sei admitir minhas falhas.

PATO: Foi mal.

DIEGO: Da próxima vez, me escuta e acredita em mim.

Diego sai.

LUA: Acho que alguém ficou chateado.

PATO: Depois eu converso com ele. Agora eu quero saber porque você bebeu.

LUA: Porque deu tudo errado na minha noite.

PATO: Você não conheceu o Iago?

LUA: Não. Teve uma perseguição da polícia na rua, O Iago se assustou e foi embora e os pais dele não deixaram ele sair de novo.

PATO: E por esse motivo você bebeu?

LUA: Sim.

PATO: Lua, a bebida não é a saída para todos os seus problemas.

LUA: Você está chamando a minha atenção porque eu bebi? Você deu a festa na nossa casa, você comprou a bebida, quer mesmo me dá lição de moral? Além disso, tava todo mundo se divertindo, na mesma vibe, por que comigo teria que ser diferente?

PATO: Porque você é a minha baixinha e eu sempre vou cuidar de você.

LUA: Own que fofo.

Lua muda a expressão no rosto, coloca a mão na boca.

PATO: Está tudo bem?

LUA: Não. 

E sai correndo em direção ao banheiro. Ouve-se ela vomitando.

PATO: Tava demorando pra acontecer. Como eu disse antes, são os efeitos colaterais.

LUA (off): Eu nunca mais quero beber.

PATO (rindo): Eu conheço esse disco.

LUA (off): Não ri.

PATO: Não estou mais aqui.

LUA (off): Não, espera.

PATO: O que foi?

Lua volta ao quarto.

LUA: Dorme aqui comigo?

PATO: Claro, baixinha.

Pato retira o tênis e deita na cama. Lua deita em seguida.

LUA: E a Amanda, porque ela não veio?

PATO: Me deu bolo.

LUA: Pelo visto não foi só a minha noite que foi um fiasco.

PATO: Tá vendo? E nem por isso eu saí bebendo todas.

LUA: Agora vai ficar jogando na minha cara?

PATO: Sim, vou pegar no seu pé.

LUA: Ah é?

Lua pega o travesseiro e acerta em Pato. Ele faz o mesmo. Os irmãos se divertem numa guerra de travesseiros até se cansarem. Jogam-se na cama, exaustos.

PATO: Agora me conta. Quero saber mais sobre esse tal de Iago.

LUA: O que quer saber?

PATO: Hum, sei lá… Há quanto tempo vocês conversam?

LUA: Tem algumas semanas.

PATO: Deixa eu ver uma foto dele.

Lua pega o celular no criado-mudo, mexe por um instante.

LUA (mostra): Aqui.

PATO: Tem outra?

LUA: Sim, a galeria completa.

PATO: Ele estuda em qual colégio?

LUA: No Damasco.

PATO: Além de foto, o que mais você viu dele?

LUA: Já nos falamos por áudio.

PATO: Deixa eu ouvir um áudio dele.

LUA (pensativa): Ele não enviou.

PATO: Ué, por que?

LUA: Os pais estavam por perto.

PATO: E daí?

LUA: É que ele é meio tímido. Acho que até por isso tá tão difícil a gente se conhecer pessoalmente.

PATO: Hum, sei não viu.

LUA: Por que você fez essa cara?

PATO: Vocês já combinaram de se encontrar outras vezes?

LUA: Já, mas nunca deu certo.

PATO: Estranho. Vocês moram na mesma cidade, mantém uma amizade virtual, mas possuem poucas informações. Você precisa tomar cuidado. A internet tem seus perigos.

LUA: Ai, Pato, por favor né? O que você acha que pode acontecer?

PATO: Espero que nada. Mas é sempre bom ficar esperta viu, baixinha? Tá cheio de gente querendo se dar bem na internet.

LUA: O que eu devo fazer?

PATO: Conhecer a voz e além disso ligar a câmera e ver o rosto dele.

LUA: Boa ideia, Pato. Farei isso.

PATO: E depois me diga como foi.

LUA: Pode deixar.

PATO: Agora vamos dormir.

LUA: Vamos.

Lua desliga a luz do abajur e puxa o edredom por cima deles.

CENA 05. APARTAMENTO DE CAIO. SALA. INT. NOITE.

Caio entra com cuidado para não fazer barulho, acende a luz. Selma e Heitor o aguardam no sofá.

SELMA (levanta-se, brava): Isso são horas de chegar em casa, Caio?

CAIO: Desculpa, mãe.

SELMA: Desculpa? E se tivesse acontecido algo? Nem uma ligação, mensagem, sinal de fumaça? Nada!

CAIO: Você sabe que o sem crédito no celular.

SELMA: Isso não é desculpa. Tô muito decepcionada com esse seu comportamento.

HEITOR: Selma, se acalme. Não é pra tanto.

SELMA: Nosso filho chega em casa quase 6 da manhã. Não liga, não dá notícias e você, Heitor, me pede calma? Você me diz que “não é pra tanto”?

HEITOR: Ele chegou, tá tudo bem agora. Vamos ouvir o que ele tem a dizer, sem julgar antes.

SELMA: Eu não acredito que estou ouvindo isso. Isso não vai ficar assim, ouviu?

Selma sai irritadíssima.

CAIO: Foi mal. Eu não queria causar tudo isso.

HEITOR: Relaxa, depois eu amanso a fera. Agora eu quero saber, com quem você tava hein?

CAIO: Com a galera, pai. Tava rolando a maior festa na casa do Pato.

HEITOR: E a sua namorada? Tava junto?

CAIO: Estava lá.

HEITOR: E pelo horário vocês andaram aprontando né seu safadinho, me diz, usou camisinha né?

CAIO (chocado): Hã? Não, pai!

HEITOR: Como não, Caio? Ce tá maluco? Já pensou se essa menina engravida.

CAIO: Não, pai. Não é isso. Eu e a Paulinha não transamos. A gente mal começou a namorar! Além do mais tava maior galera na festa, não estávamos sozinhos.

HEITOR: Ah, entendi. Entendi. Bom, em todo caso, é bom você andar prevenido porque na sua idade pode acontecer a qualquer momento, lembro que a minha primeira vez/

CAIO: Escuta, pai, outro dia você me conta sobre isso, tá? Eu to morrendo de sono.

HEITOR: Ok, ok. Vai lá descansar. Daqui a pouco é o almoço e finalmente vou conhecer a sua namorada.

CAIO: Vai sim, pai.

Heitor bagunça o cabelo de Caio, que se retira.

HEITOR: Esse é meu garoto!

Em Heitor, orgulhoso.

CENA 06. RIO DE JANEIRO. EXT. NOITE.

MUSIC ON: (CÉU AZUL - ANA GABRIELA)

Takes do dia amanhecendo na cidade maravilhosa.

CENA 07. MANSÃO DE PAULINHA. SALA DE ESTAR. INT. DIA.

MUSIC OFF.

Mirtes e Paulinha sentadas.

PAULINHA: Mãe, você tem que me ajudar.

MIRTES: No que filha?

PAULINHA: Eu preciso que você me acoberte na hora do almoço.

MIRTES (séria): É impossível.

PAULINHA: Por favor, só hoje.

MIRTES: Você conhece seu pai.

PAULINHA: Eu preciso ajudar um amigo. Não posso desapontá-lo.

MIRTES: Você não está merecendo devido os últimos comportamentos.

PAULINHA: Eu sei que eu não mereço, mas me ajuda.

MIRTES: Desta vez eu vou ficar te devendo.

PAULINHA: Mãe, você já foi adolescente. Tudo o que está acontecendo comigo você já passou. Por favor me ajude, eu prometo não demorar.

MIRTES: Paulinha, você só me coloca em enrascadas. Tudo bem, eu vou te ajudar, mas não se acostume e lembre-se que você estará me devendo uma. Ok?

PAULINHA (levanta): Ah, mãe, obrigada.

Paulinha abraça a mãe. Rubens chega.

RUBENS: Que recepção calorosa. O que eu perdi?

PAULINHA: Nada. Já estou de saída.

RUBENS: Aonde você vai?

PAULINHA: Pro meu quarto. Vou dormir o final de semana todo. Afinal, eu não devo sair de lá, não é?

RUBENS: Você não perde a chance de me importunar não é, garota?

PAULINHA: Só respondi a pergunta.

MIRTES: Não comecem vocês dois.

Em Rubens.

CENA 08. CASA DE NANDA. CORREDOR. INT. DIA.

Estela segura uma panela e um cabo de madeira. Ela abre a porta do QUARTO de NANDA,

Se posiciona e bate o cabo na panela.

ESTELA: Sabadãooo, filhotaaa!!!

Nanda pula da cama no susto.

NANDA: Mãããe, mas o que é isso? Enlouqueceu?

ESTELA: Acorda, Fernanda.

NANDA: Eu to com sono.

ESTELA: Não ficou acordada até altas horas?

NANDA: É por esse motivo que estou com sono.

ESTELA: Já são onze da manhã e eu preciso de ajuda na faxina.

Nanda cobre a cabeça. Estela puxa a coberta.

ESTELA: Estou falando sério, Fernanda.

NANDA: Mãe, eu passei a semana estudando. Manera aí vai.

ESTELA: O bagulho é o seguinte, tu ficou na maior vibe ontem e agora a parada é sinistra: a casa precisa ficar nos trinks e você vai me ajudar!

NANDA (estranha): Que vocabulário é esse?

ESTELA: Gostou? Eu fico pesquisando na rede. Ai, vamo tirar uma selfie pra postar?

NANDA: Não inventa. Eu to horrorosa.

Enquanto Nanda fala, Estela tira a foto.

NANDA: Mãe! Você não vai postar isso!

ESTELA: Ah não? Quero ver quem vai me impedir.

Nanda se apressa em levantar da cama, Estela corre.

NANDA: Mãe, volta aqui!

Nanda vai atrás.

CENA 09. MANSÃO PATO. SALA DE JANTAR. INT. DIA.

Lua aguarda na mesa quando Pato chega com umas sacolas.

LUA: Que é isso?

PATO: Nosso almoço.

LUA: Eu sei, mas o que você pediu?

PATO: Dois combos da lanchonete dos pais da Nanda. Come aí e não reclama.

Lua pega uma das sacolas, Pato senta e começa a comer também.

LUA: O Diego não quis ficar?

PATO: Nem vi quando ele saiu.

LUA: O que aconteceu entre vocês?

PATO: Lance nosso. Nada que um final de semana não resolva.

Ouve-se a porta abrir no outro cômodo.

PATO: Será que ele voltou? (grita) Diego, é você?

LUA: Mistério no ar.

CENA 10. APARTAMENTO DE CAIO. QUARTO DE CAIO. INT. DIA.

Caio digita no celular.

CAIO: Ainda to com sono.

GREGO: Eu também kkkkk. Você acredita que meus pais nem viram o horário que eu cheguei?

CAIO: Sortudo. Eu levei um sermão da minha mãe.

GREGO: Mas está tudo bem?

CAIO: Aparentemente sim. Ela está fazendo o almoço. Daqui a pouco a Paulinha chega.

GREGO: Legal. Vou ficar ausente. Vou tomar um banho. Mais tarde nos falamos.

CAIO: Ok.

Heitor abre a porta e vai entrando, Caio não gosta.

HEITOR: Filho, a Paulinha chegou.

CAIO: Já te falei sobre bater na porta antes de abrir, poxa pai, é tão simples.

HEITOR: Ok, cara. Relaxa aí. Vamo lá? 

CORTA PARA

CENA 11. CASA DE GREGO. QUARTO. INT. DIA. 

Grego deitado na cama. Ele mexe no celular, vê uma foto de Caio e Paulinha.

FLASHBACK - CAPÍTULO 11

CENA 6. MANSÃO LAMBERTINI. QUARTO LEONARDO. INT. NOITE.

PAULINHA:
Você ficou chateado porque o Diego me beijou?

Caio não responde. CAM corta para o CORREDOR,

Grego caminha em direção ao quarto de Leonardo. Ele vê a porta aberta e se aproxima. Ele escuta as vozes e fica parado na porta.

PAULINHA (off):
Caio, o namoro de mentira virou verdade pra você?

CAM volta para o QUARTO,

CAIO: Não sei. To confuso.

PAULINHA: Você está gostando de mim?

CAIO: Para de fazer essas perguntas.

PAULINHA: Mas eu preciso saber o que se passa na sua cabeça, Caio. Até onde eu sei essa história de namoro fake era só pra impressionar seus pais. O que mudou?

CAIO: Tem muita coisa acontecendo, minha cabeça tá confusa. Mas confesso que o beijo entre vocês me incomodou.

PAULINHA: Ele me beijou a força.

...

CAIO: Você sentiu algo quando ele te beijou?

Paulinha não responde.

CAIO: Você ainda gosta dele.

PAULINHA: Gosto. E me desculpa se isso causou todo esse problema na sua cabeça. Mas eu achei que/

CAM corta mostrando Grego ouvindo toda a conversa.

...

FLASHBACK - CAPÍTULO 12

CENA 10. MANSÃO LAMBERTINI. SALA DE ESTAR. INT. NOITE.

Caio digita no celular.

CAIO: A Nanda me respondeu. A Paulinha está sendo interrogada.

GREGO: Ces brigaram?

CAIO: Quem?

GREGO: Você e sua namorada?

CAIO: Ah, sim. Por que ta perguntando?

GREGO: É que eu vi um clima pesado entre vocês num dado momento da festa, e aí depois tu sumiu do mapa. Rolou alguma coisa?

CAIO: Pior que rolou. Ela e o Diego se beijaram.

GREGO: Sério, cara? Que mancada!

CAIO: Às vezes eu acho que a mancada foi eu que dei.

GREGO: Não entendi.

CAIO: A Paulinha e o Diego sempre tiveram um rolo meio complicado. Ela gosta muito dele.

GREGO: E ele?

CAIO: To começando a achar que o Diego não gosta de ninguém, a não ser dele mesmo. O fato é que independente dele ser um vacilão, eu meio que entrei no meio disso tudo, entende? Eles já tinham um lance antes de mim.

GREGO: Entendi. Mas, se você gosta dela, acho que tem que insistir.

CAIO: É complicado.

GREGO: Vocês terminaram?

CAIO: Não. Ela vai almoçar lá em casa amanhã. Vou apresentá-la aos meus pais.

GREGO: Legal. Espero que fique tudo bem depois desse almoço de vocês. Agora, se me permite uma opinião sobre o Diego, acho que você deveria escolher melhor seus amigos. Você é um cara legal.

CAIO: Vou pensar nisso. Valeu.

FIM DO FLASHBACK,

GREGO: Quer dizer que o namoro é fake e quando alguém pergunta sobre o relacionamento ele afirma algo que não existe. Será que o Caio é igual a mim?

CENA 12. MANSÃO PATO. SALA DE ESTAR. INT. DIA.

Leonardo e Kátia encaram Pato e Lua.

LUA (sem graça): Vocês por aqui?

PATO: Mas não chegavam só no domingo?

KÁTIA: Rubens tratou de nos apressar. Sabe-se lá o que poderia acontecer se ficássemos mais um dia longe.

LEONARDO: Você realmente não conhece o significado da palavra limite não é, Patrício?

KÁTIA: E você acobertando tudo, Lua. Logo você, sempre tão obediente.

PATO: A Lua não teve culpa de nada. Foi eu que organizei a festa.

LEONARDO: E ao que parece está muito orgulhoso de seu grande feito.

PATO (debocha): Até que foi maneiro passar a noite na delegacia!

LEONARDO (raiva): Seu moleque! Eu vou te ensinar a não me desobedecer nunca mais, ouviu bem?

Leonardo começa a tirar o cinto da calça.

LUA (nervosa): Pai, para, por favor.

PATO: Vai fazer o que?! Foi só uma festa, não é o fim do mundo não!

KÁTIA: Não é assim que se resolvem as coisas, Leonardo.

LEONARDO: Esse insolente vai aprender a me respeitar por bem ou por mal.

PATO: E você acha que me dando uma surra vai conseguir isso?

Lua se mete entre os dois.

LUA: Pai, se for bater nele, vai ter que bater em mim também. Eu sou tão culpada quanto o Pato.

KÁTIA (apaziguando): Leonardo...

Leonardo se controla, respira fundo.

KÁTIA: Vamos conversar sobre isso?

LEONARDO: Não vai ter conversa nenhuma, Kátia. Não estou mais disposto a aturar as rebeldias desse delinquente dentro da minha casa.

LUA: Pai, o que você vai fazer?

LEONARDO: Hoje mesmo vou procurar um internato pra você, Patrício.

PATO: Como é que é?

LEONARDO: Pode ir arrumando suas coisas, você não fica mais um segundo dentro da minha casa.

Close em Kátia, contendo sua satisfação.

CENA 13. APARTAMENTO DE CAIO. SALA. INT. DIA.

Heitor, Caio e Paulinha sentados à mesa enquanto Selma coloca as panelas.

PAULINHA: Eu ajudo você, dona Selma.

HEITOR: Nada disso, você é nossa convidada.

SELMA: Além disso, já terminei.

Selma junta-se a eles na mesa. Serve Paulinha. Caio e Heitor servem-se a si mesmo.

HEITOR: E então?

CAIO: É, então essa é a Paulinha, minha namorada.

PAULINHA: É um prazer conhecê-los.

SELMA: O prazer é nosso querida.

HEITOR: Meu filho fala o tempo todo de você.

PAULINHA: Ah é?

HEITOR: Sim.

CAIO: A verdade é que você pergunta o tempo todo sobre ela né, pai.

Selma ri.

SELMA: Isso é verdade. Ninguém aqui estava mais ansioso pra conhecer você do que o Heitor, Paulinha.

HEITOR (repreende): Mulher...

PAULINHA: Bom, espero ter correspondido às expectativas.

SELMA: Com certeza.

HEITOR: Mas, então, como vocês se conheceram?

CAIO: Na escola. Estudamos na mesma sala.

PAULINHA: Seu filho não tirava os olhos de mim durante as aulas. Não sei como conseguia manter as notas altas.

Caio fica sem graça.

SELMA: Tá gostando da comida, querida?

PAULINHA: Melhor strogoff que já comi na vida.

HEITOR: A Selma é uma cozinheira de mão cheia. Você sabe cozinhar?

PAULINHA: Macarrão instantâneo serve?

CAIO: A Paulinha não precisa cozinhar, pai. Ela tem um monte de gente pra fazer isso pra ela.

HEITOR: Ah é?

CAIO: O pai dela é um empresário.

SELMA: To até com vergonha agora.

PAULINHA: Imagina, dona Selma. Eu não ligo pra essas coisas.

SELMA: Dá pra ver que você tem um bom coração. Meninas são mais ajuizadas, então, espero que você coloque um pouquinho disso na cabeça do meu filho. Ele anda precisando.

CAIO (repreende): Mãe...

Paulinha toma um gole do suco enquanto encara Caio, cúmplices.

CENA 14. APARTAMENTO DIEGO. COZINHA. INT. DIA.

Naná coloca o prato em frente a Diego que está sentado à mesinha.

DIEGO: Arroz com mortadela de novo?

NANÁ: Não reclame, filho. Muita gente daria um braço pra ter isso pra comer.

DIEGO: Pobreza maldita.

NANÁ: Dinheiro não é tudo na vida, Diego.

DIEGO: Claro que é! Quando não se tem dinheiro, não se tem nada.

NANÁ: Muita gente tem dinheiro, mas não é feliz.

DIEGO: Eu não tenho dinheiro e nem sou feliz. Tá bom pra você? Essa vida é muito injusta! O Pato tem tudo do bom e do melhor, mansão, carro do ano, dinheiro, uma família e eu, vó? O que é que eu tenho? Nem sequer o amor dos meus pais eu pude ter!

NANÁ: Você tem a mim, filho.

DIEGO: Uma velha que não serve pra nada! Eu to cansado dessa vida!

Diego joga o prato no chão e sai enfurecido. Naná apoia os braços na mesinha redonda, chora.

CENA 15. MANSÃO LAMBERTINI. ESCRITÓRIO. INT. DIA.

Leonardo fala com alguém ao telefone. Kátia à espera.

LEONARDO: Eu sabia que podia contar com você, Noberto. Então está tudo certo? (t) Amanhã de manhã passo bem cedo aí pra fazer a matrícula do Patrício. (T) Muito obrigado. Até logo!

Leonardo coloca o telefone no gancho.

LEONARDO: Feito.

KÁTIA: Imagino que não deva estar sendo fácil pra você. Mas acho que você está fazendo a coisa certa.

LEONARDO: Tenho certeza que é o melhor a se fazer. Tenho que admitir, perdi o controle da situação. O Patrício não me respeita mais. Falhei como pai, Kátia.

KÁTIA: Imagina, meu amor! Você foi o melhor pai que o Patrício e a Luana poderiam ter! Não se culpe por isso.

LEONARDO: Em todo caso, está decidido. O Pato vai pro internato amanhã mesmo.

 

CORTA PARA

CENA 16. MANSÃO LAMBERTINI. ESCRITÓRIO. EXT. DIA.

Lua encosta a porta, ouviu a toda conversa.

CORTA PARA

 

CENA 17. MANSÃO LAMBERTINI. QUARTO PATO. INT. DIA.

Lua invade o quarto de Pato, que está deitado na cama com fones do ouvido, curtindo um som.

PATO (retirando os fones): Vai tirar o pai da forca, baixinha?

LUA (nervosa): Pato, escuta. Eu ouvi o papai no telefone. Ele ligou pra um tal de Norberto e disse que amanhã mesmo vai levar você pro internato.

PATO: Sério?

LUA: Sério!

PATO: Achei que era só da boca pra fora.

LUA: Você precisa se desculpar o quanto antes e prometer que nunca mais vai aprontar na ausência dele.

PATO: De jeito nenhum.

LUA: Prefere ir pro colégio interno?

PATO: Sabe que pode ser uma boa.

LUA: O que?

PATO: Assim eu não tenho que ficar olhando na cara daqueles dois.

LUA: Mas e eu?

PATO: A gente se fala pelo celular. Não é assim que você faz com o Iago?

Lua se agarra nele.

LUA: Eu não quero que você vá.

PATO: Relaxa, maninha. Não é o fim do mundo não.

Lua segue agarrada no irmão.

CENA 18. MANSÃO PAULINHA. JARDIM. EXT. DIA.

Mirtes está nadando na piscina. Rubens vem de dentro da casa, furioso.

RUBENS (grita): Mirtes! Mirtes!

Mirtes sai da piscina. Pega uma toalha na espreguiçadeira.

MIRTES: O que foi, Rubens?

RUBENS: A Paulinha não está em lugar nenhum.

MIRTES: Como assim?

RUBENS: Fui no quarto dela e não a encontrei. Na sala, na cozinha, no escritório também não.

MIRTES: Ela deve estar no banheiro.

RUBENS: Nossa filha não está em casa. E eu não sei porque, mas acho que você sabe disso!

Em Mirtes, pressionada.

CENA 19. APARTAMENTO DE CAIO. SALA. INT. DIA.

Caio, Paulinha, Selma e Heitor comem a sobremesa sentados no sofá.

PAULINHA: Dona Selma, depois preciso dessa receita. Vou passar pra Zuleide fazer lá em casa.

SELMA: Passo sim, com certeza.

CAIO: Bom, acho que tá na hora de você ir né, Paulinha.

HEITOR: Mas, já? Tá cedo.

PAULINHA: Na verdade, eu realmente preciso ir. O motorista ficou de vir me buscar em 10 minutos.

SELMA: Ah, que pena.

CAIO: Então vamos né? A gente espera o motorista na praça.

HEITOR: Bom que dá pra namorar um pouquinho né pombinhos.

Eles ficam sem graça.

PAULINHA: Obrigada por tudo. A comida tava ótima. Dona Selma, seu Heitor, foi um prazer conhecê-los.

SELMA: O prazer foi nosso.

Selma e Heitor levam Paulinha até a porta. Caio junto.

HEITOR: Volte sempre viu.

PAULINHA: Com certeza.

Eles se despedem. Paulinha e Caio saem. Selma fecha a porta. Heitor vai voltando pra sala.

SELMA: Ai, Heitor! Você deixou a menina constrangida.

HEITOR: Eu? Imagina! A Paulinha me adorou!

SELMA: Aham, tá bom. 

CORTA PARA

CENA 20. RUA. EXT. DIA.

Caio e Paulinha caminham em direção a pracinha da rua onde ele mora.

CAIO: Desculpa pelo jeito do meu pai. Ele tava ansioso por esse momento.

PAULINHA: Tudo bem, não tem problema.

CAIO: Obrigado por fazer isso por mim.

PAULINHA: Amigo é pra essas coisas né!

CAIO: Sim. Te devo uma.

Silêncio. Eles chegam a pracinha, sentam-se no banquinho.

PAULINHA: Agora eu entendi o porque disso tudo.

CAIO: Disso o que?

PAULINHA: Esse namoro de mentira. 

CAIO (tenso): Entendeu?

PAULINHA: Seu pai é um homem meio antigão, do tipo tradicional. Bem parecido com o meu, inclusive, a diferença é que o meu usa terno, o seu, roupas de academia. (ela ri)

CAIO: É, ele é personal aqui na academia do bairro. Mas, não to entendendo onde você quer chegar.

PAULINHA: É mais fácil inventar toda essa história de namoro falso do que falar a verdade pra ele né?

CAIO: Que verdade? Do que você tá falando?

PAULINHA: Me diz você!

CAIO (desconversa): Ali não é o Diego?

Paulinha olha na mesma direção que Caio.

PAULINHA: É ele sim. Quem são aqueles caras com ele?

CAIO: Os barrada-pesada do bairro.

PAULINHA: O que o Diego tá fazendo com eles?

CAIO: Não sei. Nunca o vi conversando com esses caras. Muito estranho.

Eles ficam a  observar de longe, Diego conversando com dois caras tatuados, roupas largas, estilo badboys. Eles conversam um tempo e saem os três para um beco. Um carro estaciona na calçada da pracinha, buzina.

PAULINHA: Já vou.

CAIO: Obrigado mais uma vez por ter feito isso por mim.

Paulinha segura as mãos de Caio.

PAULINHA: Nunca se esqueça que você tem uma amiga aqui viu?

Caio afirma com a cabeça. Paulinha se afasta, entra no carro. Em Caio, pensativo.

CENA 21. RIO DE JANEIRO. EXT. DIA

MUSIC ON: (NEVER LET ME GO - ALOK, BRUNO MARTINI, ZEEBA)

Takes da cidade. O trânsito. Pessoas caminhando pela calçada. A noite surge.

CENA 22. CASA NANDA. PORÃO. INT. NOITE.

MUSIC OFF.

Estela sentada mexendo no celular. Nanda limpa a estante.

NANDA: Mãe, tem mesmo necessidade de limpar o porão?

ESTELA: Não reclame. O tempo está passando. Quanto mais conversar mais tempo ficará aqui.

NANDA: Aff, que perca de tempo limpar um lugar que ninguém frequenta.

ESTELA: Da próxima vez que for participar daquelas festas na casa do Pato, lembre-se do castigo. E pare de reclamar. Você ta parecendo aquelas coroas que reclamam de tudo. Eu hen.

Estela coloca o fone no ouvido e observa a filha.

NANDA (bufa): AFF!

Estela ri da filha. Nanda segue limpando.

CENA 23. APARTAMENTO DIEGO. SALA. INT. NOITE.

Diego chega. Naná sentada vendo tv.

NANÁ: Aonde você estava, filho?

DIEGO: Por aí.

NANÁ: Saiu de tarde e só voltou agora. E essa mochila?

DIEGO: Sem interrogatórios, ok?

Diego sai.

NANÁ: Esse menino está aprontando.

CENA 24. APARTAMENTO DIEGO. QUARTO. INT. NOITE.

Diego despeja em cima da cama várias trouxas de droga.

DIEGO: Eu vou sair da pobreza, custe o que custar.

Em Diego observando as drogas, meio tenso.

CENA 25. CASA DE NANDA. QUARTO. INT. NOITE

MUSIC ON: (WINGS - BIRDY)

Nanda entra exausta, tirando as luvas, acabou a faxina. Ela encosta-se na porta, vai sentando no chão. Sorri.

NANDA: Essa vida é engraçada, às vezes queremos que as coisas aconteçam no nosso tempo, mas nem sempre é assim. E pensar que na noite passada eu e o Pato quase nos beijamos!

Enquanto Nanda fala inserir sequência de cenas

1. Pato arruma a mala.

NANDA (off): Mas por outro lado se não aconteceu pode ser que em outra oportunidade aconteça. Eu não posso deixar de acreditar.

2. Caio e Grego se divertem em um vídeo chat sobre o trabalho de literatura.

3. Lua se encara no espelho. Ela tira a blusa que usa, ficando apenas de sutiã, tira foto. Ela pega o celular e envia a foto para Iago. PLANO DETALHE do celular: chega uma foto de Iago, sem camisa. Lua, sorri, tapa o rosto, envergonhada.

NANDA (off): Eu sei que na noite anterior a galera passou dos limites, mas a gente só queria se divertir. No fim das contas, acabou tudo bem.

4. Mirtes e Paulinha sentadas no sofá, cabeças baixas, enquanto Rubens anda de um lado para o outro, sério, não para de falar.

NANDA (OFF): Ou quase tudo.

5. Diego conversa no celular. Ele observa as drogas e faz anotações no papel.

NANDA (off): Eu só espero que amanhã seja melhor.

MUSIC OFF.

CENA 26. MANSÃO LAMBERTINI. QUARTO PATO. INT. NOITE

Leonardo e Katia entram e se surpreendem ao ver Pato de malas prontas.

KÁTIA: Você arrumou rápido sua mala.

LEONARDO: Que bom que você vai facilitar. Não contava com isso.

PATO: Isso é pra você ver como eu quero sair dessa casa. Andei pensando e cheguei a conclusão de que não vejo o internato como uma prisão, eu vejo como liberdade. Finalmente vou estar livre de vocês dois.

KÁTIA: Você não perde a oportunidade né?

LEONARDO: Não caia nas provocações desse moleque, Kátia. É isso que ele quer.

Lua entra.

LUA: Pato, e essa mala?

PATO: Amanhã estarei bem longe daqui.

LEONARDO: Esteja de pé às 6h. A escola fica há algumas horas daqui, não quero atrasos.

PATO: Sim, senhor.

Leonardo sai. Kátia acompanha.

LUA: Então é verdade que você vai?

PATO: É. Mas eu não vou pra nenhum colégio interno.

LUA: Não?

PATO: Você acha mesmo que eu vou deixar eles me prenderem? Eu vou fugir de casa, Lua. E vai ser agora!

Em Lua, surpresa com a revelação.

 
     

 

     

autores
GABO OLSEN
DIOGO DE CASTRO


colaboração
IGOR FEIJÃO

elenco
NICOLAS PRATTES como PATO
ALICE WEGMANN como NANDA
JOSÉ VICTOR PIRES como DIEGO
LETÍCIA NAVAS como PAULINHA
JOÃO VITHOR OLIVEIRA como CAIO
LARISSA MANOELA como LUA
ERIBERTO LEÃO como LEONARDO
TALITA CASTRO como KÁTIA
JUAN ALBA como HEITOR
CAROLINA FERRAZ como SELMA
ÂNGELA LEAL como NANÁ
JANDIR FERRARI como MARCELO
ÂNGELA DIP como ESTELA
DALTON VIGH como RUBENS
LUCIANA VENDRAMINI como MIRTES
FILIPE BRAGANÇA como GREGO
LUCAS COTRIM como DJ
RAISSA CHADDAD como LARISSA
NICHOLAS TORRES como RICARDO
HESLAINE VIEIRA como ANDRÉIA
GABRIEL SANTANA como ISMAEL
CARLA FIORONI como JULIANA
MARCELLO AIROLDI como ARNALDO
VERA ZIMMERMANN como LÚCIA
SANDRA PÊRA como VANICE
WAGNER SANTISTEBAN como ALFREDO
MARISOL RIBEIRO como MILENA
JIDDÚ PINHEIRO como RAMIRO


trilha sonora
SIPPIN' ON SUNSHINE - AVRIL LAVIGNE (ABERTURA)
CÉU AZUL - ANA GABRIELA
NEVER LET ME GO - ALOK, BRUNO MARTINI, ZEEBA
WINGS - BIRDY

produção

BRUNO OLSEN
CRISTINA RAVELA


Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


REALIZAÇÃO


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Proibida a cópia ou a reprodução
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