Talismã - Capítulo 06




CAPÍTULO 06
 
     
     
     
     
 
 
 

CENA 01. PENSÃO BEM QUERER. SALA. INT. NOITE.

Continuação do capítulo anterior. Todos ficam surpresos com as previsões de Wanda.

OSCAR: - Ela tá ficando louca!

WANDA: - Não é loucura! É o futuro dela.

LÍVIA: - Mas, o que você está dizendo? O que você sabe sobre a minha vida?!

WANDA: - Eu sei de tudo aquilo que está por acontecer, minha querida. E é bom você estar preparada!

ALAÍDE: - Mas Wanda, você está deixando a moça assustada!

Wanda se aproxima de Lívia, encosta na pedra do colar.

WANDA: - A pedra... Ela é o seu grande talismã, o seu amuleto. Não a deixe cair em mãos erradas. A defenda de toda ganância.

JONAS: - Como assim? Ela será assaltada, é isso?

WANDA: - Se ela não se proteger, levarão sua alma!

TATIANA: - Ai que horror!!!

LÍVIA (para Jonas): - Eu estou com medo, Jonas.

JONAS: - Vem, vamos lá pra cima.

ALAÍDE: - Isso, meu filho, leva a Lívia pro quarto, pra ela se acalmar!

Jonas e Lívia, que pega Pedro pela mão, vão saindo. Wanda com os olhos fixos em Lívia.

WANDA: - O anjo vai te ajudar, Lívia! Ele será o teu guardião!

Lívia e Jonas sobem.

WANDA (em transe): - Será o guardião... Ele vai te proteger... Vai te ajudar... Livrar o mal, da ganância... A metamorfose será plena.

Wanda cai adormecida no sofá.

ALAÍDE: - Ai meu Deus! (se aproxima) Wanda! Acorda!

TATIANA: - Será que ela morreu?

ALAÍDE: - Não fala bobagem, menina. Tá viva, tá respirando aqui. Acho que desmaiou. (a Tatiana) Vai lá na cozinha, pega um copo d’água.

Tatiana sai.

OSCAR: - Essas coisas que ela disse pra pobre da Lívia. Será que é tudo verdade?

ALAÍDE: - A gente só vai saber daqui pra frente. A Wanda tem tido muitas dessas previsões ultimamente. Não acho isso um bom sinal.

Wanda aos poucos se acorda.

WANDA (um tanto zonza): - Onde estou?

ALAÍDE: - Você está aqui na sala da pensão, Wanda. Teve uma indisposição.

Tatiana chega com a água. Entrega para Alaíde, que oferece para Wanda.

ALAÍDE: - Bebe um pouco d’água.

WANDA: - Eu quero ir para o meu quarto.

ALAÍDE: - Oscar, ajuda a Wanda, leva ela lá pra cima.

Oscar ajuda Wanda, os dois seguem para o quarto dela. Tatiana e Alaíde se olham, um tanto apreensivas.

CENA 02. CASA TARCÍSIO. SALA. INT. NOITE.

Agda vai chegando, enquanto Elizabeth e Vitória vão saindo, arrumadas, para a festa.

AGDA: - Onde vão as duas com toda essa produção?

VITÓRIA: - Pra festa da Flash Paulista, vovó.

AGDA: - Milagre! Conseguiu tirar sua mãe de casa então!

ELIZABETH: - Conseguiu sim. Hoje eu quero aproveitar muito a noite! Não quer ir junto, mamãe?

AGDA: - Eu? Não, já to exausta do Chá das Gérberas. (saindo apressada) Não tenho cabeça pra mais nada!

ELIZABETH: - Tá tudo bem, mamãe?

Agda sobe as escadas, sem responder. Vitória e Elizabeth se olham sem entender.

ELIZABETH: - Bom, vamos?

VITÓRIA (saindo): - Vamos sim! O Moisés vai nos levar?

ELIZABETH (saindo): - Vai.

CENA 03. CASA TARCÍSIO. QUARTO AGDA. INT. NOITE.

Agda entra, bate a porta. Está um tanto irritada.

AGDA: - A Rosa voltou... Não acredito! Vontade de tirar ela daquela festa à tapas! Calma, Agda! Calma. Respira, pensa bem. Não se pode perder a razão diante disso.

Agda caminha pensativa dentro do quarto.

AGDA (desconfiada): - Ele já sabe? Será que os dois voltaram a se falar, ou pior, a se ver?

Agda permanece pensativa, desconfiada.

CENA 04. APTO ISABELA. QUARTO. BANHEIRO. INT. NOITE.

Isabela está no banho, PLANO DETALHE da água correndo pelo seu corpo. Ela se ensaboando, sente-se relaxada, tranquila. 

CORTA PARA

Isabela pronta para a festa. A roupa é linda, um vestido rosa, bom caimento, que ressalta também a beleza dela. Isabela em frente ao espelho, coloca os brincos, passa batom, escolhe o perfume, se prepara para ir ao encontro com Conrado.

CENA 05. CARRO. INT. NOITE.

Conrado dirige ouvindo música alta, cantarolando, todo animado com o encontro com Isabela.

CENA 06. PENSÃO BEM QUERER. QUARTO LÍVIA. INT. NOITE.

Lívia se mostra apreensiva com os dizeres de Wanda. Jonas tenta tranqüilizá-la. Pedro dorme.

LÍVIA: - O Pedro tava assustado, mas dormiu. Eu já não sei se conseguirei dormir essa noite.

JONAS: - Nem esquenta cabeça, Lívia. A Wanda sempre foi assim, meio louca, fala coisas.

LÍVIA: - Mas ela me pareceu tão verdadeira no que disse, Jonas. E não é de hoje. Desde que eu cheguei aqui, senti que ela me olha diferente. Até me arrepia em pensar! Ela falou em metamorfose, transformação, que eu vou conhecer alguém que vai mudar minha vida. Onde? Quando?

JONAS: - Eu acho que você não deve ficar se preocupando com isso não. É muita paranóia.

LÍVIA: - Falou que um anjo vai me ajudar, me proteger. Sabe que eu nunca fui de acreditar nessas coisas, mas a Wanda mexeu comigo.

Alaíde entra no quarto.

ALAÍDE: - Como você tá, Lívia?

LÍVIA: - Tô mexida, dona Alaíde. As palavras da Wanda foram fortes.

JONAS: - E como a Wanda tá, mãe?

ALAÍDE: - Tá no quarto. Meio que desmaiou lá embaixo, mas tá tudo bem agora. Eu só fiquei preocupada com você. Eu imagino que o que a Wanda te disse mexeu mesmo.

LÍVIA (segura o colar): - Pelo o que ela falou, meu colar tem relação direta com a mudança que vai acontecer na minha vida.

Jonas e Alaíde se olham.

LÍVIA: - Mas quando essa mudança vai acontecer?!

ALAÍDE: - Olha Lívia, não pensa nisso agora, relaxa. Deixa a vida seguir seu rumo. Não te preocupa não.

Kléber entra.

KLÉBER: - A Tati me disse do fuzuê que rolou aqui! Que loucura, Lívia!

ALAÍDE: - A Tatiana não segura a língua dentro da boca, é impressionante! Não aconteceu nada demais, Kléber. E escuta aqui, que demora a sua hein! Vão se atrasar para o serviço!

JONAS (se aproxima de Lívia): - Você não quer ficar em casa? Está tensa ainda.

LÍVIA: - Não, Jonas, eu recém comecei no restaurante, não acho correto. Eu vou me acalmar, vai ficar tudo bem. (a Kléber) Vamos?

KLÉBER: - Vamos sim!

LÍVIA: - Dona Alaíde, toma conta do Pedro pra mim, por favor, por essa noite?

ALAÍDE: - Claro minha querida, pode ir descansada.

Lívia e Kléber saem.

JONAS: - Eu não quis demonstrar, mas eu fiquei um pouco com medo da Wanda, hoje. Nunca vi ela assim.

ALAÍDE: - Eu também temi, meu filho. Mas de uma coisa você pode ter certeza: o que a Wanda previu, vai acontecer. A Lívia vai sofrer a metamorfose.

JONAS: - Como você sabe? Acredita na Wanda?

ALAÍDE: - Até hoje ela nunca errou nada. Podem até dizer que ela é louca, mas a verdade é que ela tem um poder inexplicável.

Os dois ficam a se olhar.

CENA 07. FACHADA. ESPAÇO VIP. / FESTA FLASH PAULISTA. INT. NOITE.

Mostra a frente do prédio onde está sendo realizada a festa da revista Flash Paulista. Muitas pessoas, glamour. Do lado de dentro, requinte e gente bonita. Movimentação.

Fausto é o centro das atenções, ao lado de Lorena e Mayra. A família posa para fotos. Os fotógrafos se afastam.

MAYRA: - Ai não agüentava mais ficar com rindo. Que tanta foto!

LORENA: - Não é você que gosta de estar na mídia? É assim que funciona.

MAYRA: - Mas essa festa tá um pouco chata. (olha para os lados) Não to vendo o Fabrício por aqui.

FAUSTO: - Ele não veio mesmo.

LORENA: - Não sei porque você fez isso Fausto, esse egoísmo todo. A clínica não é só você, é todo um grupo.

FAUSTO: - Eu sei querida, mas hoje a noite é minha. E eu não gosto muito de comparecer à eventos junto com meus funcionários.

MAYRA: - Mas o Fabrício é namorado da Vitória, e eu vejo ela lá do outro lado, com a mãe dela, sozinha.

LORENA: - Vai ver ele ficou ocupado com o apartamento, mobiliando, arrumando tudo... (vê uma amiga) ai filha, vem cá que eu quero te mostrar pra Sophia! Faz tempo que ela não te vê.

As duas saem. Na entrada do salão, Beatriz e Rafael chegam de mãos dadas. Alguns fotógrafos registram a cena.

RAFAEL: - Nossa, quanta gente, quanto flash.

BEATRIZ: - E você queria o quê, sendo o filho de um dos homens mais poderosos do país! Pensei que já estivesse acostumado.

RAFAEL: - Mas eu acho que esses flashes todos são porque eu estou chegando com a mulher mais linda do mundo.

Beatriz “se derrete” toda, os dois trocam um selinho rápido. De longe, Elizabeth e Vitória vêem tudo.

ELIZABETH: - O Rafael e a Beatriz até que combinaram, não é?

VITÓRIA: - Lindos! O casal perfeito!

CENA 08. BARZINHO. INT. NOITE.

Fabrício, Almir e Gisa se levantam da mesa para ir embora.

ADRIANA: - Ah, já vão me deixar aqui vocês três?

GISA: - Ai amiga, foi mal, mas amanhã cedo começo lá na clínica. Aí já viu o bafo que vai ser eu chegando de olheira lá!

FABRÍCIO: - E eu nem to com muita cabeça pra happy hour não.

ADRIANA: - Oh amigo, não fica assim. As coisas entre você e a Vitória vão ficar bem.

FABRÍCIO: - Assim espero.

ALMIR: - Vamos então? Dou uma carona pra vocês.

GISA: - Vai ficar mesmo, Adri? Não quer uma carona?

ADRIANA: - Não, gente, obrigada mesmo. TÔ precisando espairecer um pouco mais, relaxar. Valeu pela companhia.

FABRÍCIO: - Nos falamos amanhã então.

Almir, Fabrício e Gisa saem. Na outra mesa, Plínio se despede de Marcos.

PLÍNIO: - Valeu pelo chopinho, Marcos, mas a festa em Itaquera tá me esperando!

MARCOS: - Vá lá b-boy de Itaquera!

PLÍNIO: - Hoje a vibe é só no rap e hip-hop! (cumprimenta Marcos)

Plínio vai embora. Marcos sozinho na mesa, vê Adriana também sozinha. Os dois trocam olhares. Marcos decide ir até à mesa de Adriana. Ela se mostra um tanto surpresa. Marcos se aproxima.

MARCOS: - Vejo que os teus amigos te abandonaram.

ADRIANA: - Pois é, foram embora. Vou ter que tomar esse chope agora sozinha.

MARCOS: - Sozinha? Nada disso. Faço questão de te fazer companhia. Aceita?

Nova troca de olhares.

ADRIANA: - Claro, pode sentar.

MARCOS (sentando-se): - Te acompanharei na bebida também. (avista o garçom, pede um chope).

ADRIANA: - Seu amigo também te deixou.

MARCOS: - Ele tinha uma festa em Itaquera ainda. Fez um esquenta aqui comigo e foi embora.

ADRIANA: - E você fez o esquenta, mas não vai pra outra festa?

MARCOS: - Sair daqui pra quê, se a companhia está maravilhosa.

Adriana sorri, graciosa. O garçom traz o chope. Marcos e Adriana brindam, singelamente.

CENA 09. FESTA REVISTA FLASH PAULISTA. INT. NOITE.

PLANO GERAL da festa. Uma banda toca jazz/blues. Num dos pontos da festa, Vitória e Elizabeth conversam com Beatriz e Rafael.

ELIZABETH: - Vou confessar Beatriz que fiquei feliz ao ver que você e o Rafael estão juntos.

BEATRIZ: - Eu também estou muito feliz com o seu filho, Elizabeth. Ele é uma pessoa maravilhosa.

VITÓRIA: - Não é a toa que é meu irmão! (risos)

RAFAEL: - Eu sou o bendito fruto! Pois saibam que eu estou muito feliz também, ainda mais com essas três mulheres importantes para mim.

VITÓRIA: - Se a vovó escuta isso, ela morre de ciúmes!

ELIZABETH: - É verdade, vitória! É melhor que sejam quatro mulheres, Rafael!

VITÓRIA: - Está preparada, Beatriz, para dividir seu amado com mais três mulheres?

BEATRIZ: - Estou sim. Desde que essas três mulheres sejam apenas você, sua mãe e sua avó, eu estou tranquilíssima!

Os quatro riem. Num outro ponto, Breno chega com Carla na festa.

CARLA: - Que festa luxo é essa?!

BRENO: - Falei para você que era coisa de primeira. Eu já vim aqui nesse lugar outras vezes.

CARLA: - Só gente chique, bem vestida. (um garçom passa, ela pega uma taça de champanhe, toma um gole) e a bebida também é boa, hein.

BRENO: - Vem cá, quero te mostrar uma coisa.

Breno pega Carla mão, os dois seguem andando para outro ponto. De longe, Demétrio, junto com Charlote, Fausto e Lorena, parece avistar Breno.

CHARLOTE: - O que foi querido?

DEMÉTRIO: - Parece que vi o Breno passando mais ali.

CHARLOTE: - Deve ser mesmo, ele me disse que viria.

LORENA: - E a Isabela, não vem?

FAUSTO: - Ia perguntar isso agora mesmo. Quero dar os parabéns pela minha entrevista. A filha de vocês é uma ótima profissional.

DEMÉTRIO: - Nosso orgulho, Fausto. Nosso orgulho!

CHARLOTE: - É mesmo, nosso orgulho. Mas ela já deve estar chegando sim. Isabela é uma princesa para se arrumar.

CENA 10. RUA. EXT. NOITE.

Sarah toda arrumada, fala ao telefone com Henri. Está apressada. Nem presta atenção na rua, caminhando.

SARAH (ao telefone): - já to indo Henri! Eu demorei pra me arrumar porque eu to morando agora num hotelzinho de quinta categoria, e o banheiro é coletivo. (T) Não te interessa?! Eu só to nessa situação porque você concordou com aquela louca da Marilu de me tirar do apartamento, só por isso. E falando naquela sem vergonha, porque você não liga pra ela ir correndo pra boate? Parece que só eu que existo pra você crucificar!

Nesse instante, Sarah passa pela frente do restaurante Europa-Brasil e esbarra em Conrado. Os dois se surpreendem.

SARAH (ao telefone): - Tá bom, Henri. Tá bom. Daqui a pouco eu to chegando (desliga o telefone). Você! Conrado, não é?!

CONRADO: - Eu mesmo. E você é a Sarah!

SARAH: - Isso aí. Desculpa o esbarrão, mas eu tava a mil no telefone e nem deu pra desviar.

CONRADO: - Sim, eu percebi. Mas tá tudo bem.

SARAH: - Por um lado até foi bom, porque deu pra sentir bem de perto o seu perfume.

CONRADO: - E tá bom?

SARAH: - Tá uma delícia! Parece até que vai pegar alguém.

CONRADO: - É, eu estou esperando uma pessoa pra/

SARAH(impressionada): - Vão jantar aqui no Europa-Brasil?! Que tudo, Conrado!

Sarah se aproxima, o abraça fortemente. Ele fica meio sem jeito.

SARAH: - Eu torço muito por você! É uma pessoa especial, que me ajudou quando eu mais precisei e eu te desejo tudo de bom na sua vida! E que a mulher que você está esperando, ou homem, não sei...

CONRADO: - É mulher!

Nesse instante, um táxi para em frente ao restaurante. Isabela desce do carro e vê a cena.

SARAH (ainda abraçada em Conrado): - Ah tá, então tá. Que a mulher que você está esperando seja muito linda, carinhosa com você. E gostosa como eu também!

Ela beija Conrado no rosto. Ele vê Isabela, se afasta de Sarah rapidamente, limpa o batom dela no seu rosto.

CONRADO: - Isabela!

ISABELA: - Já vi que perdi meu tempo vindo te encontrar aqui. Você já arrumou outra companhia.

CONRADO: - Não, não é nada disso que você está pensando, Isabela. A Sarah é só uma amiga.

ISABELA: - Eu não estou pensando nada, estou vendo. Ela te abraçando, te beijando e ainda nesses trajes.

SARAH: - Esse vestido é feito pela dona Gilda, lá no Arouche, famosona, tá, minha querida? Não vem falar da minha roupa não!

ISABELA (nem dá bola para Sarah): - O que eu quero também querendo saber explicações suas, Conrado. Nem sou nada sua mesmo, apenas sua funcionária, uma simples repórter da Flash Paulista, que você tentou colocar na sua lista de conquistadas. Mas parece que não conseguiu.

CONRADO: - Espera, Isabela, vamos jantar, já estou com a nossa reserva, esperando.

ISABELA: - Leva a sua amiga, a Sarah. Com certeza ela vai aproveitar mais do que eu.

Isabela entra no táxi. Conrado tenta se explicar, mas Isabela vai embora sem dar ouvidos. Sarah percebe a mancada.

SARAH: - Foi mal, Conrado, não queria causar todo esse problema.

CONRADO: - Imagina, você não tem culpa de nada. A Isabela não entende que eu estou gostando dela de verdade.

SARAH: - Ela não deixou nem você se explicar.

CONRADO: - Eu tentando apagar esse meu passado de garanhão da cidade, mas sempre fica alguma coisa pra marcar. Droga.

SARAH: - Se eu puder fazer alguma coisa pra ajudar/

CONRADO: - Não precisa não, Sarah. Obrigado mesmo.

O telefone de Sarah toca.

SARAH (olha a chamada): - Ai!!! O Henri tá com a macaca hoje! Bom, eu vou indo nessa Conrado. Boa sorte aí!

CONRADO: - Obrigado.

Sarah vai embora. Conrado se mostra entristecido.

CENA 11. RESTAURANTE EUROPA-BRASIL. INT. NOITE.

Kléber toca seu sax no palco, enquanto Lívia recepciona os clientes, tudo sob a supervisão de Roberto. Lívia leva os clientes até a mesa. Após atendê-los se afasta. Roberto se aproxima.

ROBERTO: - O seu atraso hoje está sendo muito bem compensado pela qualidade no atendimento. Parabéns.

LÍVIA: - Que isso, Seu Roberto, só to fazendo o meu serviço. Mas hoje eu me atrasei porque tive um pequeno problema lá na pensão. Mas eu juro que isso nunca mais vai acontecer.

ROBERTO: - Assim espero! Mas não se preocupe, não vou colocar você na forca por causa disso.

LÍVIA; - Obrigada mesmo, Seu Roberto. Agora eu vou lá atender, que tá chegando mais um casal aqui.

Lívia vai recepcionar um casal que chega no restaurante. Roberto observa o serviço do restaurante, tudo indo normalmente. O lugar está com bom movimento de clientes. Kléber toca uma nova música. De longe, Roberto o cumprimenta. (gosta da música)

CENA 12. BARZINHO. INT. NOITE.

Marcos e Adriana conversam. Ela ri de algo engraçado que ele falou.

ADRIANA: - Essa história toda deu certo no final? O cliente acreditou nisso tudo?

MARCOS: - É meu cliente até hoje!

Os dois riem. Adriana vê a hora no relógio.

ADRIANA: - Nossa, já está tarde! Acho que vou indo.

MARCOS: - Já vai mesmo?

ADRIANA: - Pois é, o papo tá tão bom, mas eu preciso ir. Vou pagar aqui e pegar um táxi aqui em frente/

MARCOS: - Não, não. Pode deixar que eu pago sua conta.

ADRIANA: - Imagina, não precisa não, eu/

MARCOS (toca a mão de Adriana): - Por favor, eu insisto.

Os dois se olham, pinta um clima.

ADRIANA (de leve, afasta sua mão): - Tudo bem... Obrigada!

MARCOS: - E também não precisa pegar táxi não. Eu to de carro, te levo embora.

ADRIANA: - Aí eu já vou estar abusando da sua boa vontade, Marcos. Obrigada mesmo, mas não precisa.

MARCOS: - Eu faço questão! Aceite.

ADRIANA: - Meu Deus, eu vou ficar sem saída diante de todo esse galanteio!

MARCOS: - A intenção é essa mesmo.

Nova troca de olhares. Adriana disfarça, encabulada.

MARCOS: - Vamos então?

ADRIANA: - Vamos sim.

Os dois se levantam da mesa, saem.

CENA 13. HOTEL LUXO. APTO TARCÍSIO. INT. NOITE.

Tarcísio bebe um drink, olhando pela janela da varanda do apartamento. Ele já está com sua roupa para ir à festa. De repente, escuta o barulho da porta do quarto se abrir. Ele se vira e vê Marilu saindo do quarto, deslumbrante, usando o vestido que ele lhe deu. Tarcísio se impressiona com a beleza e sensualidade de Marilu.

MARILU: - O que achou? Estou bonita?

TARCÍSIO: - Magnífica. O mais puro exemplo de beleza que já vi até agora, em toda minha vida.

Marilu sorri. Sente-se poderosa.

CENA 14. AGE AQUARIOUS. INT. NOITE.

CAM mostra a movimentação na boate. Mulheres dançam no palco, homens assistem. Garçonetes servem os clientes. Sarah chega no local apressada, esbarra em Henri.

HENRI: - Até que enfim, hein, dona Sarah!

SARAH: - Ai Henri, nem vem que hoje o dia foi mais corrido que Fórmula 1!

HENRI: - Tá atrasada! Quero você pronta em cinco minutos para o show.

SARAH: - Cinco minutos?!

HENRI: - Isso mesmo, nem mais e... bom, se for menos, ficarei bem mais feliz.

SARAH: - E a Marilu? Por que você não pediu pra ela se apresentar antes de mim? É sempre eu que começo tudo! Também quero encerrar com chave de ouro uma noite!

HENRI: - A Marilu não vem hoje.

SARAH: - Não vem?!

HENRI: - Não. Ela tem um compromisso importante, coisa fina, e não vem pra boate hoje. Agora chega de papo furado e vai logo pro camarim, Sarah! Os clientes estão esperando!

SARAH: - Compromisso importante, é? Aquela biscate? Sei...

HENRI: - Vai logo!

SARAH (saindo): - Tá bom, tá bom!

CENA 15. FESTA REVISTA FLASH PAULISTA. INT. NOITE.

Isabela chega um pouco chateada. Beatriz vai ao seu encontro.

BEATRIZ: - E aí, Isabela, como foi lá com o Conrado?!

ISABELA: - Não teve nada com o Conrado.

BEATRIZ: - Como assim, não teve nada?! Vocês não tinham combinado de ir no restaurante e/

ISABELA: - Sim, nós combinamos, mas quando eu cheguei no restaurante, o Conrado estava agarrado com uma mulher tão baixo nível.. Ai, Beatriz, cena deplorável!

BEATRIZ: - Não acredito, Isabela! Que horror!

Nesse instante, Conrado chega. Vê Beatriz com Isabela, que o vê também.

ISABELA: - Ele chegou. Vamos pra outro lugar.

BEATRIZ: - Vamos. O Fausto tá louco pra falar com você.

As duas saem. Conrado vai atrás dela, mas é interceptado por Mayra.

MAYRA: - Até que enfim chegou o todo poderoso da revista mais famosa de São Paulo!

CONRADO: - Como vai, Mayra?

MAYRA: - Eu to ótima! A festa tá bonita! Não vi quem eu queria, mas no mais, tá tudo perfeito.

CONRADO (procurando Isabela): - Que bom, que bom que está gostando.

MAYRA: - O que foi, Conrado? Procurando alguém?

CONRADO: - Sim, eu queria falar com/

MAYRA: - Ai, depois você fala! Vem cá que eu quero te mostrar uma amiga minha, que é modelo e eu acho que pode fazer um lindo editorial pra vocês.

Mayra pega Conrado pela mão e vai levando ele por entre as pessoas. Conrado vai, meio sem vontade. CAM abre plano, mostra a movimentação da festa.

Num dos pontos, Carla e Breno conversam.

CARLA: - Nem na minha empresa eu vi uma festa tão bacana como essa.

BRENO: - Eu já estou acostumado com esse ambiente. Meus pais são bem relacionados. A família, de um modo geral é... (vê um amigo, que se aproxima) Olha só quem está aqui! Grande Hugo!

HUGO: - Fala Breno! Como tá?!

BRENO: - Tudo bem e você? Essa aqui é minha amiga, Carla.

CARLA: - Prazer.

Hugo cumprimenta Carla e segue conversando com Breno. Carla apenas acompanha a conversa quando percebe a presença de um homem, que fora seu cliente, no local. Ela fica sem jeito/apreensiva. O cliente, de longe, a encara.

Num outro ponto, Fausto cumprimenta Isabela.

FAUSTO: - Eu só tenho a agradecer. A entrevista ficou sensacional. E não é porque o entrevistado sou eu! (risos) Você fez um excelente trabalho.

ISABELA: - Obrigada, Fausto. Eu fico muito feliz por você ter gostado. Eu também gostei de ter feito essa matéria com você, que foi super atencioso comigo e com todo o pessoal da revista também.

LORENA: - Confesso, Isabela, que eu não gostei muito da entrevista não.

ISABELA: - Não?!

LORENA: - Claro que não! Você exaltou todas as qualidades do meu marido! Agora vou ter que marcar em cima pra que as outras mulheres não cheguem perto!

Os três riem.

FAUSTO: - Não se preocupe, meu amor, porque eu tenho olhos só para você!

ISABELA: - Tá vendo, esqueci de colocar mais uma qualidade, o romantismo.

De longe, Isabela vê Conrado, que também não tira os olhos dela.

CENA 16. CASA ADRIANA. EXT. NOITE.

Marcos estaciona o carro em frente a casa de Adriana.

MARCOS: - Está entregue, moça.

ADRIANA: - Nossa, até que viemos rápido. A conversa tava boa, nem vi o tempo passar.

MARCOS: - Você mora sozinha aí?

ADRIANA: - Aham.

MARCOS: - E não tem medo? Às vezes é melhor apartamento quando se mora sozinho.

ADRIANA: - Medo eu até tenho, a segurança aqui na cidade não anda lá essas coisas. Mas eu gosto de ter casa. Fui criada assim, acostumada com gramado, jardim florido.

MARCOS: - Eu nem sei como é morar em casa. Sempre fui criado em apartamento. Vendo tudo do alto. Agora que estou começando a me acostumar com casa.

ADRIANA: - Mas ter essa visão do alto foi bom. Vai ver por isso que você é bom publicitário. Vendo do alto, tem um plano bem maior dos acontecimentos.

MARCOS: - Mas estando aqui embaixo, você leva a vantagem de estar perto de tudo e todos. Ver as coisas acontecerem de perto, sentir as sensações mais à flor da pele.

Silêncio por um instante.

ADRIANA: - Bom, eu vou indo agora. Amanhã o trabalho me espera na clínica.

MARCOS: - Claro. Eu também tenho serviço amanhã. Revisar uns projetos.

ADRIANA: - Olha Marcos, eu nem sei como te agradecer, pela companhia, pela gentileza no barzinho, pela carona.

MARCOS: - Mas eu sei.

Marcos se aproxima de Adriana e a beija. Adriana corresponde. Beijo um pouco demorado.

ADRIANA: - Nossa... Nunca pensei em agradecer alguém dessa forma.

MARCOS: - Eu adorei a forma de agradecimento. Espero poder ter isso mais vezes.

Adriana sorri. Abre a porta do carro, desce.

MARCOS: - Eu te ligo.

ADRIANA: - Boa noite, Marcos!

Adriana abre o portão de casa, entra. Marcos aguarda ela entrar em casa. Adriana entra em casa, Marcos vai embora.

CORTA PARA

CENA 17. CASA ADRIANA. SALA. INT. DIA.

Adriana entra completamente envolvida pelo beijo de Marcos. Está pensativa, leva os dedos sobre os lábios, parece não acreditar no beijo que recebeu. Sorri, impressionada, ao mesmo tempo mostrando que gostou do que aconteceu.

CENA 18. FESTA REVISTA FLASH PAULISTA. INT. NOITE.

Breno e Carla curtem a música.

BRENO: - Eu vou buscar uma bebida. Você quer também?

CARLA: - Quero sim.

Breno sai para buscar o drink. O tal cliente se aproxima de Carla, discretamente. Ela sente-se desconfortável com a situação.

CLIENTE: - Eu te esperei aquela noite e você nem sinal.

CARLA: - Eu não consegui ir, tive um problema.

CLIENTE: - Não me interessa o teu problema. Eu fiquei te esperando a noite inteira e você nem pra avisar que não ia.

CARLA: - Desculpa, foi mal. Se você quiser, a gente marca um novo encontro, mas outra hora. Agora eu não posso ficar aqui falando com você.

CLIENTE: - Por que não? Tá fazendo programa aqui também?

CARLA: - Claro que não!

CLIENTE: - Essas vadias são todas iguais. Só pensam no dinheiro mesmo. Me deixou sozinho naquela noite, agora aparece nessa festa chique, com um playboy. Fala pra mim, ele tá te bancando bem, não tá? Você deve tá fazendo tudo o que ele manda você fazer... Igual você faz comigo, uma cachorra, vagabunda.

Carla levanta a mão para bater no homem, mas ele a segura.

CLIENTE: - O que foi?! Você ia me bater aqui na frente de todo mundo? Quer escândalo na festa, é isso?

CARLA: - Você é que veio aqui me provocar. Me deixa em paz, por favor.

CLIENTE: - Então vai embora. Vai embora daqui. Deixa esse cara na mão igual você fez comigo.

CARLA: - Eu não posso ir embora! O Breno é meu amigo, fez tanta questão que eu viesse. Não posso fazer isso.

CLIENTE: - Pode sim. Ou prefere que eu fale para o seu amiguinho e pra todo mundo aqui na festa que você é uma vagabunda, uma prostituta de quinta?

Carla se vê pressionada.

CLIENTE: - Você que escolhe.

O cliente solta a mão de Carla. Ela disfarça, se afasta dele e vai embora. O cliente observa tudo, discretamente.

Neste momento, Conrado sobe ao palco para discursar. É aplaudido na subida.

CONRADO: - Obrigado, obrigado pelos aplausos. Primeiramente, boa noite a todos muito obrigado pela presença de todos aqui nessa edição especial da Revista Flash Paulista. Afinal, são dez anos divulgando o que há de melhor na sociedade paulistana. E como matéria de capa desta edição de 10 anos, nada mais justo do que trazermos uma belíssima entrevista, realizada pela competente repórter Isabela (olha para ela), que está linda hoje.

BEATRIZ: - Hummm... Acho que ele tá disposto a te reconquistar.

ISABELA: - Nunca vi alguém reconquistar o que nunca teve. Ele que vá tirando o cavalinho da chuva.

Conrado continua o discurso.

CONRADO: - Nesta edição especial a Revista Flash Paulista tem a honra de trazer em sua capa o competente e renomado médico Fausto Vasconcellos.

Todos aplaudem. Fausto cumprimenta Conrado, agradece.

CONRADO: - Além da bela entrevista com o doutor Fausto, a edição especial traz ainda um dos editais de moda mais elaborados pela revista.

Conrado continua o discurso. Breno chega ao local onde estava com Carla, trazendo duas taças de bebida.

BRENO (olhando para os lados): - Onde ela está?!

Breno volta e procura por Carla, mas não a encontra.

CENA 19. CASA ROSA. QUARTO. INT. NOITE.

Rosa, deitada na cama, rola de um lado a outro, sem conseguir dormir. Se lembra do encontro com Agda. Levanta-se, vai até o armário, retira uma caixa. Senta-se na cama, abre a caixa e pega uma foto dela e de Tarcísio, jovens, abraçados.

ROSA: - Que saudade desse tempo... Mas agora é vida nova.

De repente, sopra um vento, abrindo a janela do quarto. Rosa sente um arrepio. Fecha a janela.

ROSA: - Essa sensação... Há tempos não sentia isso.

Volta para a cama.

ROSA: - Só pode ser... Mamãe.

Rosa fica pensativa.

CENA 20. FESTA REVISTA FLASH PAULISTA. INT. NOITE.

Conrado continua discursando.

CONRADO: - Nesses dez anos da Flash Paulista, eu tive a honra e o prazer enorme de contar com profissionais da melhor qualidade e competência. Todos aqui sabem da inquestionável capacidade dos repórteres, editores, fotógrafos, e todos os demais representantes e funcionários da nossa revista. Não é a toa que há oito anos figuramos entre os meios de comunicação impressos mais lidos e conceituados do Estado de São Paulo.

Todos aplaudem. Enquanto isso,  Mayra, de longe, provoca Vitória com olhares e insinuações.

VITÓRIA (comenta): - Essa garota não se toca mesmo. Fica me provocando até aqui. Acha que eu vou ficar quieta.

ELIZABETH: - Nem dá bola, Vitória. Deixa ela pra lá.

VITÓRIA: - Aposto que ela sabe que eu e o Fabrício brigamos feio. Tá lá, com aquele sorriso cínico pra mim!

BEATRIZ: - E se você continuar se importando, aí é que ela vai fazer mais provocações.

ELIZABETH: - A Beatriz tem razão, Vitória. Deixa a Mayra pra lá Vamos prestar atenção no discurso, que tá bonito.

Conrado continua.

CONRADO: - E aqui hoje, como não poderia deixar de ser diferente, temos a presença de diversos amigos, colaboradores, pessoas de importância fundamental e ímpar para que hoje a Flash Paulista atingisse esse patamar louvável no mundo das comunicações. O meu muito obrigado a todos vocês que sempre nos deram força e que continuarão do nosso lado por mais dez, vinte, trinta anos, quantos forem.

Nesse instante, há uma pequena movimentação na entrada do salão. Conrado, do palco, observa. Os fotógrafos registram. É Tarcísio que chega no local, acompanhado por Marilu. Surpresa no salão. Os fotógrafos os cercam. Conrado interrompe o discurso.

CONRADO: - Antes de finalizar, eu gostaria de registrar neste exato momento, a chegada do grande empresário brasileiro, Tarcísio Ferreira. É uma honra para mim tê-lo presente nessa festa.

Todos os olhares se voltam para Tarcísio e Marilu, que posa do lado dele se achando poderosa. Conrado faz sinal para a banda, que começa a tocar a música.

Choque em Elizabeth, Vitória e Rafael.

RAFAEL: - Eu não acredito que o papai fez isso.

ELIZABETH: - Mas isso é inexplicável. (segura as lágrimas)

VITÓRIA: - Vem, mamãe, vamos pegar uma água.

Vitória leva Elizabeth para outro ponto.

BEATRIZ: - Essa mulher é a nova companheira do seu pai?!

RAFAEL: - Não me faça essa pergunta, porque nem eu mesmo sei responder. Mas pelo visto, é sim.

Demétrio e Charlote comentam.

CHARLOTE: - Mas isso é um desrespeito sem fim com a Elizabeth. O Tarcísio perdeu totalmente a noção do bom senso.

DEMÉTRIO: - Coitada da Beth. O Tarcísio expôs para todo mundo a crise que apenas os mais chegados sabiam.

Isabela se aproxima deles.

ISABELA: - Está acontecendo isso tudo que eu vi?! O Tarcísio chegou aqui com outra mulher, é isso?

CHARLOTE: - Isso mesmo, minha filha. Um disparate total!

Os murmurinhos continuam entre os convidados.

CENA 21. RESTAURANTE EUROPA-BRASIL. INT. / EXT. NOITE.

Restaurante já fechando. Lívia organiza os arranjos de flores numa das mesas. Kléber no palco, guarda o sax. Roberto se aproxima de Lívia.

ROBERTO: - Você foi brilhante hoje, Lívia. Parabéns.

LÍVIA: - Que isso, seu Roberto, não precisa elogiar não. É apenas o meu trabalho.

ROBERTO: - Você já está dispensada. Pode ir.

LÍVIA: - Eu ajudo o senhor a fechar aqui/

ROBERTO: - Lívia, já chega, pode ir embora.

LÍVIA: - Por favor, senhor Roberto. Faço questão.

Roberto sorri, agradecendo. Lívia vai arrumar outra mesa. Kléber se aproxima de Roberto.

KLÉBER: - Bom, vou indo nessa.

ROBERTO: - Obrigado Kléber.

LÍVIA: - Você me espera Kléber, 5 minutos só? Eu já terminei aqui e vou ajudar o seu Roberto a fechar o restaurante aí eu volto com você pra pensão.

KLÉBER: - Desculpa, Lívia, mas não vai dar. Eu não vou pra pensão. Hoje vou tocar num barzinho na Vila Mariana.

LÍVIA: - Ah, ok então. Boa apresentação!

KLÉBER: - Obrigado! (a Roberto) Seu Roberto, dava pro senhor adiantar unzinho pra mim, aí?

ROBERTO: - Como assim?!

KLÉBER: - É que depois, eu combinei uma esticadinha, mas sabe como é, não to com muito recurso e/

ROBERTO: - Ih, tá bom, tá bom, Kléber. Não precisa nem continuar.

KLÉBER: - Vai me ajudar?

ROBERTO: - Só porque hoje você tocou uma música que eu gosto muito. Mas não pense que essa ajuda irá se repetir, hein? Isso vai ser descontado do seu salário!

KLÉBER: - Descontado?! Pô, seu Roberto!

ROBERTO: - Quer ou não quer a ajuda?

KLÉBER: - Quero sim.

Roberto retira o dinheiro da carteira e dá para Kléber, que agradece e vai embora. Enquanto isso, Lívia vai desligando as luzes do restaurante.

CORTA PARA

Já do lado de fora, Lívia aguarda Roberto fechar a porta do local.

ROBERTO: - Pronto. E agora, como você vai para casa?

LÍVIA: - Eu tenho um dinheiro aqui, vou pegar um táxi.

De repente, os dois escutam um assovio. Do outro lado da rua, está Jonas, segurando dois potinhos com sorvete. Lívia sorri, surpresa.

ROBERTO: - Você conhece?

LÍVIA: - Conheço sim, é meu amigo, lá da pensão.

JONAS: - Carona para ir embora?

LÍVIA: - Aceito sim!

ROBERTO: - Bom, eu vou indo então. Mas antes que eu me esqueça, amanhã, Lívia, quero que você comece a trabalhar durante o dia também. Mas não se preocupe, seu salário será aumentado por causa disso.

LÍVIA: - Obrigada, seu Roberto!

ROBERTO: - Você sabe os horários da parte da manhã, não sabe?

LÍVIA: - Sei sim. Amanhã estarei aqui, no horário!

ROBERTO: - Que bom. Então até amanhã.

LÍVIA: - Até amanhã, seu Roberto. E obrigada por tudo.

Roberto vai para a garagem. Lívia atravessa a rua para falar com Jonas.

LÍVIA: - Como você sabia que eu estava aqui ainda?

JONAS: - Eu sabia que o Kléber ia tocar depois. Eu não iria deixar você voltar sozinha à essa hora da noite. Estou aqui há mais ou menos uma hora e meia.

LÍVIA: - Jonas! Não precisava fazer isso!

JONAS: - Relaxa. Pra mim vai ser um prazer te acompanhar na volta pra casa. Trouxe até sorvete pra gente.

Lívia sorri.

CENA 22. FESTA REVISTA FLASH PAULISTA. INT. NOITE.

Vitória conversa com Elizabeth num canto mais reservado.

ELIZABETH: - Eu nunca esperava uma coisa dessas do seu pai. Não sei nem o que dizer, o que pensar...

VITÓRIA: - Fica calma, mamãe. Eu também não compreendi o porquê que o papai fez isso, mas, a gente não pode perder a razão.

ELIZABETH: - Eu acho que eu vou embora, filha. Não posso ficar aqui, nessa situação desconfortável.

VITÓRIA: - Mas se você for, pode dar ainda mais pano pra manga pra toda essa história. A gente tem que tentar falar com o papai, para que ele leve essa mulher embora daqui o mais rápido possível.

ELIZABETH: - Mas eu não troco uma palavra sequer com seu pai aqui, depois dessa humilhação!

Num outro ponto, Tarcísio conversa com Marilu.

TARCÍSIO: - Está gostando da festa?

MARILU: - Estou adorando!

TARCÍSIO: - Não se esqueça que aqui o seu nome é Maria Luísa e não Marilu.

MARILU: - Claro, pode deixar. Não vou atrapalhar em nada a nossa noite. Ainda mais depois da nossa chegada triunfal. Você percebeu que as pessoas não tiram os olhos da gente?

TARCÍSIO: - Sim, eu já sei inclusive o porquê disso tudo.

MARILU: - Por quê?

Nesse instante, Conrado se aproxima dos dois. Conrado cumprimenta.

CONRADO: - Tarcísio, quanta honra recebê-lo nesse evento tão especial para mim.

TARCÍSIO: - Imagina, Conrado, que eu iria faltar à um evento desses? A Flash Paulista é um dos maiores veículos do Estado e do país e é um dos poucos que eu confio.

CONRADO: - Muito obrigado pelo crédito que você nos dá. E essa moça...?

MARILU: - Maria Luísa, prazer.

CONRADO: - O prazer é todo meu em ter uma pessoa tão bela aqui no evento.

TARCÍSIO: - Se você não se importar, Conrado, eu vou cumprimentar uns amigos empresários que vi aqui.

CONRADO: - Fique a vontade.

TARCÍSIO: - Vamos, Maria Luísa.

MARILU: - Vamos sim. (a Conrado) Com licença.

Tarcísio e Marilu caminham pelo salão. Passam por Demétrio, Charlote e Isabel.

TARCÍSIO: - Demétrio! Como vai?

DEMÉTRIO; - Tudo bem, Tarcísio. E você?

TARCÍSIO: - Muito bem. (a Charlote) Como vai, Charlote?

Charlote não responde. Encara Tarcísio seriamente. Tarcísio percebe a recusa de Charlote.

TARCÍSIO: - Isabela, parabéns pela capa.

ISABELA: - Obrigada.

Tarcísio se afasta com Marilu.

DEMÉTRIO: - Precisava fazer isso, Charlote.

CHARLOTE: - Eu é que te pergunto! Precisava tratar tão bem esse sujeito que destratou em público sua amiga?

DEMÉTRIO: - Ele é meu amigo também.

CHARLOTE: - Tarcísio me decepcionou tanto, que já nem o considero meu amigo. Vou falar com a Elizabeth.

ISABELA: - Não, mamãe, calma. Deixa que eles se acertem primeiro.

CHARLOTE: - Mas/

DEMÉTRIO: - A Isabela tem razão, Charlote. Deixa que eles se acertem... Nós não devemos nos intrometer nos problemas dos outros.

Charlote se mostra indignada. Num outro ponto, Fausto, Lorena e Mayra comentam.

FAUSTO: - Que escândalo a presença do Tarcísio aqui com outra mulher.

MAYRA: - Primeiro foi a falta dele lá na festinha do casamento. Agora chega com a amante aqui. Seu chefinho tá cada vez mais ousado, hein, mãe? (ri, debochada)

LORENA: - Não fale bobagem, Mayra. Realmente o Tarcísio tem tido atitudes totalmente fora do comum. Sai da empresa no meio do expediente sem ter nenhum compromisso agendado, cancela reuniões sem motivos. Está tudo muito estranho.

FAUSTO: - Está misturando a vida pessoal da profissional. Um erro gravíssimo.

MAYRA: - Será que eu devo ir lá consolar a Vitória? Ela deve estar chocada com tudo isso.

FAUSTO: - Fique aqui, Mayra. Não se meta nos assuntos dos outros.

LORENA: - Seu pai tem razão. E quem te conhece, que te compre. Vive implicando com a garota e agora quer ir dar o ombro amigo?

MAYRA (cínica): - Mamãe, nessas circunstâncias, as desavenças ficam para trás.

Enquanto isso, Breno procura por Carla pelo salão, mas não a encontra.

BRENO: - Onde será que ela se meteu, meu Deus?!

CENA 23. RESTAURANTE EUROPA-BRASIL. EXT. NOITE.

Jonas e Lívia conversam do lado de fora do carro.

JONAS: - Gostou do sorvete?

LÍVIA: - Tava ótimo. Adoro sorvete de morango.

JONAS: - Dei sorte então.

LÍVIA: - Eu é que dei sorte. Desde que cheguei aqui em São Paulo, eu só encontrei pessoas boas. Gente de bem, que está me ajudando, me dando oportunidade de ter uma vida melhor e principalmente, de dar um futuro melhor para o meu filho. Eu agradeço muito a Deus, todos os dias, por ter amigos, por estar cercada de pessoas como você.

JONAS: - Você pelo visto sofreu muito lá no Rio.

LÍVIA: - Sofri, Jonas. Sofri muito.

JONAS: - Você não teve o apoio do pai do Pedro, pra te ajudar?

LÍVIA: - Ele foi o principal motivo do meu sofrimento. Eu fui enganada, meus sentimentos foram jogados no lixo. Eu comecei um relacionamento com um príncipe e acabei com um monstro. Mas eu não quero falar sobre isso não.

JONAS: - Claro, desculpa. Não queria me meter na sua vida. Vamos falar de coisas boas. Eu também agradeço a Deus por ter me cercado de pessoas boas, especiais.

LÍVIA: - E você faz muito bem. Tem pais maravilhosos.

JONAS: - Não falo apenas dos meus pais. Tem mais gente especial na minha vida.

Lívia e Jonas se olham. Pinta um clima. Jonas se aproxima de Lívia. Segura sua mão.

JONAS: - Desde que você chegou aqui, eu não consigo pensar em mais nada, senão no brilho dos seus olhos. Na alegria do seu sorriso lindo.

LÍVIA: - Jonas, eu acho que/

JONAS: - Eu nunca senti nada disso antes, Lívia. Você mexeu profundamente comigo. Eu to... Eu to perdidamente...

Os dois vão se aproximando, olhos nos olhos, como se fossem se beijar, quando Carla aparece ao longe, grita.

CARLA (grita): - Lívia!

Lívia e Jonas se afastam, disfarçam. Carla se aproxima.

CARLA: - Ainda bem que te achei aqui! Oi Jonas!

JONAS: - Oi Carla.

LÍVIA: - Ué, Carla? Você não estava na festa?

CARLA: - Estava, mas eu tive que ir embora, porque, porque... Meus sapatos estão acabando com meus pés, acreditam?! Ai gente, vamos indo, vamos? (entrando no carro) Eu to louca pra chegar em casa, tirar essas coisas. Acho que vou ter que colocar meus pés numa bacia com água quente!

Lívia e Jonas se olham, um tanto sem graça, mas riem da situação.

LÍVIA: - Vamos então?

JONAS: - Vamos.

Os dois entram no carro.

CENA 24. FESTA REVISTA FLASH PAULISTA. INT. NOITE.

Beatriz se aproxima de Elizabeth.

BEATRIZ: - Beth, você pode contar comigo para o que precisar.

ELIZABETH: - Obrigada, Beatriz.

Elizabeth olha Marilu de longe, que olha uns painéis da revista.

Rafael aproveita que Marilu está afastada de Tarcísio, para conversar com o pai.

RAFAEL: - Precisava isso, pai?! Na frente de todo mundo?

TARCÍSIO: - Eu não sabia que sua mãe estava aqui.

RAFAEL: - Mas mesmo se não estivesse. Você é um homem conhecido no país. Está agindo como um adolescente irresponsável.

TARCÍSIO: - O que é, Rafael? Me dando sermão agora? Invertemos os papéis de pai e filho, é isso? Eu sou adulto, sei bem as conseqüências dos meus atos.

RAFAEL: - No fundo eu acho que você não sabe. Você tem noção da humilhação que a mamãe está passando, o constrangimento em ter que estar no mesmo local com você e sua amante? Não só ela, eu, a Vitória, todo mundo.

TARCÍSIO: - Eu só estou querendo viver uma nova vida.

RAFAEL: - Assim? Escancarando para todo mundo que você tem uma amante? Sinceramente, pai, você que sempre prezou pelo bom senso, pelo respeito, cordialidade... Está me surpreendo, e infelizmente, de forma negativa.

TARCÍSIO: - Você quer que eu vá embora?

RAFAEL: - É o melhor a fazer agora.

Num outro ponto da festa, Conrado se aproxima de Isabela, mas ela se esquiva. Os dois vão andando por entre os convidados.

CONRADO: - Você não vai falar comigo, não?

ISABELA: - Tá difícil de perceber isso?

CONRADO: - Deixa eu pelo menos explicar o que aconteceu! Você entendeu tudo errado.

ISABELA: - Eu entendi tudo perfeitamente, Conrado. E você não precisa ficar me dando explicações sobre a sua vida. Você faz aquilo que bem entender. Nós não temos nada um com o outro, apenas a relação entre patrão e empregada.

CONRADO: - Você sabe bem que não é só isso.

ISABELA: - E você sabe muito bem que da minha parte é só isso mesmo. Agora, dá licença, Conrado, eu quero cumprimentar uns amigos, falar com o pessoal da festa... É bom você fazer o mesmo também, afinal, o anfitrião deve recepcionar bem seus convidados.

Isabela se afasta. Num outro ponto, Tarcísio se aproxima de Marilu.

TARCÍSIO: - Vamos embora.

MARILU: - Mas já?! Eu ainda nem falei com ninguém importante.

TARCÍSIO: - A pessoa mais importante dessa festa sou eu. Agora vamos indo.

MARILU: - Bem que eu percebi que você tava estranho, que nós chamamos muita atenção aqui. Seus amigos estão aqui. Seus filhos também?

TARCÍSIO: - Eu não lhe devo satisfações, Maria Luisa. Venha comigo agora. Vamos.

MARILU: - Tudo bem, tudo bem.

Marilu e Tarcísio vão saindo. Elizabeth, de longe, vê a movimentação. Beatriz, Rafael e Vitória estão com ela.

VITÓRIA: - Que bom que você falou com o papai, Rafa. Que situação desagradável.

RAFAEL: - Ele disse que ia embora.

BEATRIZ: - E já está indo.

VITÓRIA: - E você, mamãe? Tá tudo bem?

ELIZABETH: - Está sim, minha querida. Acho que vou embora também.

VITÓRIA: - Eu vou com a senhora, então.

RAFAEL: - Eu levo vocês no meu carro.

ELIZABETH: - Não precisa Vitória, pode ficar. E você também, Rafael, não se preocupem.

VITÓRIA: - Mas mamãe!

ELIZABETH: - Eu vou ficar bem, fique tranquila. E daqui a pouco tem o show da Maria Rita, você gosta tanto. Pode ficar. Eu pego um táxi aqui em frente, vou embora sem problemas, não se preocupem. (a Beatriz) A festa estava ótima, Beatriz. Parabéns.

BEATRIZ: - Eu que agradeço a sua presença, Beth. Obrigada.

VITÓRIA: - Eu vou com você até a porta, mamãe.

Elizabeth se despede de Rafael e sai, acompanhada de Vitória.

Nesse instante, Conrado sobe ao palco.

CONRADO: - E para abrilhantar ainda mais a nossa noite, a presença marcante e a música boa de Maria Rita.

Todos aplaudem. Maria Rita sobe ao palco e inicia seu show. Na porta do salão, Vitória se despede de Elizabeth.

VITÓRIA: - Vai para casa bem, mãe. Qualquer coisa, liga.

ELIZABETH: - Eu não vou para casa, Vitória.

VITÓRIA: - Como assim? Vai pra onde então?

ELIZABETH: - Vou atrás do seu pai.

VITÓRIA (surpresa): - Mãe!

ELIZABETH: - Eu preciso de uma explicação para tudo isso. E eu não posso esperar. Tem que ser hoje! Por favor, não fala nada para o seu irmão, para ninguém!

Elizabeth sai.

VITÓRIA: - Mãe! Por favor, não faz isso! Pensa bem, mãe!

Elizabeth entra num táxi e sai. Vitória fica apreensiva.

CENA 25. PENSÃO BEM QUERER. QUARTO CARLA. INT. NOITE.

Lívia veste o pijama, enquanto Carla está sentada na cama.

CARLA: - Eu me senti horrível, Lívia, quando vi aquele cara na festa.

LÍVIA: - Mas ele te fez alguma coisa?

CARLA: - Ele praticamente me chantageou! Ameaçou falar para o Breno que eu... (fala baixinho) era garota de programa.

LÍVIA: - Gente, que perigo! E o Breno?

CARLA: - O Breno, pra minha sorte, não tava perto. Tinha ido pegar uma bebida pra gente... Coitado! Ele deve tá me procurando até agora.

LÍVIA: - Ele deve estar é chateado com você, isso sim.

CARLA: - Mas se eu não vou embora da festa, o cara ia falar tudo pro Breno! Eu não posso deixar isso acontecer. Se ele tiver que saber de alguma coisa, vai ser da minha boca.

LÍVIA: - Mas se você quiser levar esse seu romance/

CARLA: - Romance não! A gente só tá se conhecendo.

LÍVIA: - Que seja. Se você quiser levar adiante seu lance com o Breno, você não vai poder deixar isso escondido dele por muito tempo. Quanto mais tarde você contar, mais difícil vai ser.

CENA 26. CARRO TARCÍSIO. INT. NOITE.

Tarcísio dirige pela avenida com Marilu no banco do carona.

MARILU: - Você tá tão calado, foi rude comigo.

TARCÍSIO: - Desculpe. Eu só queria ir embora da festa, o mais rápido possível.

MARILU: - Hummm queria ficar a sós comigo, é?

TARCÍSIO: - Adoraria, mas eu preciso ficar sozinho hoje. Te deixo em casa e vou pro hotel.

Marilu, escondendo a insatisfação.

CORTA PARA

CENA 27. AVENIDA. EXT. NOITE.

Alguns veículos atrás do de Tarcísio está o táxi onde se encontra Elizabeth.

CENA 28. APTO MARILU. INT. NOITE.

Marilu entra falando com Paulo no celular.

MARILU: - Sim, ele me levou na festa chiquérrima da Flash Paulista. E você acredita que a mulher dele tava lá? (T) Paulo, você não imagina a reação das pessoas. (T) E ele? Se portou como se nada tivesse acontecido, me apresentava como companheira dele e tudo! Eu era a oficial naquela festa! Não tinha pra ninguém! (T) É, eu te falei que a minha parte eu faço bem... (T) Não, ele não tá aqui, foi direto pro hotel. Me deixou na frente do prédio e saiu. Eu até insisti um pouco pra ele ficar, mas/

TOCA a campainha.

MARILU: - A campainha tocou. Acho que deve ser ele! Mudou de idéia e voltou para terminar a noite nos meus braços! Beijos, te ligo amanhã!

Desliga o telefone empolgada, ajeita o cabelo, o decote. Abre a porta. CAM revela Elizabeth, altiva.

ELIZABETH: - Então é aqui que mora a vagabunda que está andando com o meu marido.

Elizabeth analisando o lugar. Em Marilu, surpreendida.

Encerra com Mentiras - Adriana Calcanhoto
 
     
     

autor
Édy Dutra

elenco
Christine Fernandes como Lívia
Taís Araújo como Marilu
Zé Carlos Machado como Tarcísio
Fábio Assunção como Rafael
Bruno Ferrari como Jonas
Marcos Caruso como Paulo
Renata Domingues como Carla
Júlio Rocha como Breno
Bianca Castanho como Beatriz
Júlia Feldens como Vitória
André Bankoff como Fabrício
Danton Mello como Marcos
Lavínia Vlasak como Isabela
Caco Ciocler como Conrado
Janaína Lince como Sarah
César Mello como Alfredo
Aída Leiner como Inês
Luíza Curvo como Tatiana
Jonathan Haagensen como Plínio
Marco Ricca como Fausto
Sílvia Pfeifer como Lorena
Thaís Vaz como Mayra
Gisele Policarpo como Gisa
Guilherme Leme como Almir
Mônica Martelli como Louise
Sérgio Menezes como Kléber
Cyria Coentro como Nice
Ernesto Piccolo como Moisés
Natália Guimarães como Rita

Atrizes convidadas
Sônia Braga como Elizabeth
Regina Duarte como Rosa
Valquíria Ribeiro como Adriana
Ângela Leal como Agda
Mila Moreira como Charlote
Denise Del Vecchio como Onira
Beatriz Segall como Wanda
Arlete Salles como Alaíde

Atores convidados
Gracindo Júnior como Demétrio
Rodrigo Santoro como Henri
Juan Alba como Alexandre
Nill Marcondes como Eduardo
Roberto Bonfim como Roberto
Floriano Peixoto como Jorge

Participações especiais
Dudu Azevedo como Romão
Elisa Lucinda como Cidália
Antonio Pitanga como Tenório
Vanessa Lóes como Clair
Alexandre Slaviero como Hugo
Lui Mendes como Pereira

Trilha Sonora
Pra rua me levar - Ana Carolina (abertura)
Mentiras - Adriana Calcanhoto

Produção

Bruno Olsen
Cristina Ravela
Diogo de Castro


Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


REALIZAÇÃO


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